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Produtores rurais de MS acumulam dívidas de quase R$ 4 bilhões

10 Mai 2007 - 14h33
 

O clima colaborou e foi uma boa safra de verão para os produtores rurais de Mato Grosso do Sul. Cinco milhões de toneladas de soja foram colhidas e o preço da saca a R$ 24 reais deixou todos animados. Mas tudo isso não suficiente para quitar todas as dívidas do setor. Os agricultores devem aos bancos e às empresas que vendem insumos quase R$ 4 bilhões.

 

Muitos agricultores, que já tinham dívidas parceladas, vão ter de procurar as instituições financeiras para renegociar a situação mais uma vez. Mas alguns prazos até mesmo já venceram.

 

Há 36 anos na atividade, o produtor Hilário Coldebella tem uma dívida que vai pagar em 20 anos. A parcela anual vence em agosto e é de R$ 70 mil. “Qualquer taxa que se aplique a esses valores envolve volumes muito grandes, e a queda do preço do produzo faz com que tenhamos que dispensar uma quantidade muito grande de grãos para pagar aquelas dívidas, que na época pareciam que eram leves, mas que se tornaram exorbitantes hoje”, diz.

 

Estas dívidas dos produtores do Estado são resultantes do custeio de safras passadas e também de investimentos, como a compra de novos maquinários e implementos agrícolas. Como parte da dívida dos produtores é mais antiga e já vinha sendo rolada, esta foi securitizada. Com isso o produtor ganhou um prazo mais longo, em torno de 20 anos, para quitar o débito. Mas existem outros empréstimos mais recentes - principalmente de custeio da safra - que já foram renegociados e que devem ser pagos este ano. O acumulado do saldo devedor que precisa ser quitado até o final do ano é de R$ 1,2 bilhão.

 

Segundo o gerente de agronegócio, Loureno Budke, só o Banco do Brasil, o principal agente financiador, tem R$ 730 milhões para receber dos produtores aqui no Estado e, deste total, R$ 70 milhões já vencem no próximo mês. “O ideal do relacionamento do tomador de crédito com uma instituição financeira é que ele sempre consiga liquidar as suas obrigações, para que dessa forma ele tenha um cadastro positivo e sempre estar habilitado a obter novos créditos e em volumes sempre maiores”, orienta.

 

Para o financiamento da próxima safra, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) vai pedir ao Governo Federal a liberação de R$ 90 bilhões, valor 50% maior em relação ao deste ano. A CNA quer ainda a redução da taxa de juros de 8,75% para 4,5%.

 

 

 

RMT Online

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