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31 de Maio de 2010 14h33

Produtores de orgânicos terão de se adequar para certificação

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Executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar), o projeto Terrativa atende produtores do Projeto de Apoio à Produção Sustentável no Território da Reforma para o cultivo de hortas orgânicas em Terenos e Sidrolândia. Para quem trabalha com produção agroecológica, como é o caso dos agricultores do Terrativa, a novidade é um novo sistema de certificação orgânica, sob responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que pretende criar um selo nacional para a qualidade de produtos orgânicos.

Os agricultores interessados em certificar sua produção devem se adequar as regras do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica, instituído sob o decreto 6.323. A nova regulamentação visa justamente fortalecer o cultivo familiar, que de acordo com o último censo agropecuário, responde por 85% de toda a produção orgânica do país. Para o coordenador do projeto, Clóvis Tolentino, a certificação traz benefícios ao produtor, mas consegui-la depende de uma série de fatores.

Para que uma propriedade receba um selo de produto orgânico existem várias exigências, como um período de 6 meses, no mínimo, para a transição de uma produção que utiliza química para uma que seja orgânica. A propriedade também deve ser um ambiente em que são utilizados princípios de produção agroecológica, contemplando o uso responsável do solo, da água, do ar e todos os demais recursos naturais. Não é permitido o uso de qualquer substância sintética ou produtos transgênicos.

Assim também é o Terrativa, que atua com seis unidades demonstrativas localizadas em pequenas propriedades de Terenos e Sidrolândia. “As propriedades que tem produção orgânica implantada pelo projeto servem como difusoras desse tipo de cultivo, pois os produtores ao redor vêem de perto o sucesso da produção e por conta própria implantam o sistema em suas propriedades”, relata Tolentino.

A produtora Cassimira Neres, conhecida como Dona Neta, tem em sua propriedade uma dessas unidades demonstrativas. Ela e o marido, Abdias Ferreira da Silva produzem milho, colve, mandioca, tomate cereja, pimenta, abóbora entre outros. Para ela, a certificação é um objetivo a ser atingido e terá de se adequar. “Depois que comecei a trabalhar com orgânicos não quero mais voltar ao antigo sistema, trabalhar assim é importante em primeiro lugar para a saúde e por isso estou a caminho de certificar meus produtos”, afirma.


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