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Produtor deve ter mais atenção com lavouras de soja devidos calor e pragas

8 Nov 2010 - 11h33Por Fátima News
Dois problemas exigem constante atenção dos produtores de soja, ainda na fase inicial do desenvolvimento da lavoura. As áreas cultivadas podem sofrer o ataque das chamadas pragas iniciais, que buscam as partes mais tenras da planta. Outro problema enfrentado pelo agricultor é o forte calor aliado à falta de chuvas, o que pode provocar sérias perdas em todo o país.

Um produtor do interior de São Paulo levou algumas plantas mortas para a Embrapa Soja, em Londrina. A haste da planta, ainda macia, apresenta a ponta seca, sendo a provável causa de sua morte. O pesquisador Alexandre Nepomuceno explica que altas temperaturas do solo causam o problema, chamado de escaldadura da planta.

"Logo que a planta germina existe um aumento da temperatura naquela altura ali, logo abaixo dos cotilédones. As temperaturas chegam até 60 graus e, com isso, pode acontecer esse efeito da escaldadura, onde há uma morte dos tecidos. A planta tomba e simplesmente não se recupera mais".

O plantio direto contribui para prevenir o problema, já que a palhada ajuda a reter umidade no solo e reflete o excesso de luz e calor. Nesse estágio também é preciso monitorar pequenos insetos, chamados de pragas iniciais o piolho de cobra é uma delas. As folhas perfuradas revelam a presença de outra praga, a vaquinha.

As pragas iniciais da lavoura de soja precisam ser monitoradas bem de perto. Elas não chegam a causar grandes prejuízos, mas podem aumentar o custo de produção se a infestação for muito elevada e exigir o combate com algum tipo de produto. É o que afirma o entomologista da Embrapa Soja, Adeney Bueno.

"Desfolhas pequenas, até 30 por cento, mesmo na fase inicial não causam nenhum problema, a gente tem vários trabalhos que mostram que a planta se recupera muito bem. Entretanto, se a infestação for alta, a desfolha pode ser superior a 30 por cento. Aí se precisa de um controle.
 
Essas pragas de superfície têm alguns grupos de inseticidas que podem ser utilizados, desde que o produtor venha a constatar a necessidade, e para isso é melhor ter sempre um engenheiro agrônomo na área, que vai fazer a recomendação do melhor inseticida".

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