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9 de Setembro de 2004 11h05

Produção industrial cresce 9,6% em julho ante 2003

A indústria brasileira mantém a trajetória de recuperação. A produção cresceu 9,6% no mês de julho ante o mesmo mês de 2003. Nesta base de comparação, as taxas são positivas desde setembro do ano passado. Segundo dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com junho, a produção avançou 0,5%, marcando o quinto mês consecutivo de expansão.

Com o resultado de julho, a produção acumula alta de 7,8% em sete meses. No primeiro semestre, a expansão foi de 7,5%.

"Os números estão mostrando muito claramente uma recuperação econômica. Vimos isso nos números do PIB do primeiro semestre e estamos vendo a continuidade disso no segundo semestre... a demanda doméstica está em recuperação", afirmou Adauto Lima, economista do banco WestLB do Brasil.

Economistas previam, em média, alta de 0,35% na produção sobre junho e de 9,57% ante o ano passado.

Segundo o IBGE, o comportamento favorável da atividade industrial ao longo dos últimos meses faz com que o índice acumulado nos últimos 12 meses prossiga com trajetória ascendente, passando de 3,9% em junho para 5,0% em julho.

O crescimento de 0,5% observado de junho para julho, segundo o IBGE, reflete aumentos de produção em 16 das 23 atividades que têm séries ajustadas sazonalmente. Os destaques são veículos automotores (5,4%), produtos de metal (7,0%), fumo (24,2%) e bebidas (4,9%). Na ponta contrária, farmacêutica (-6,3%), outros produtos químicos (-1,3%) e outros equipamentos de transporte (-6,1%) apresentaram as maiores quedas na produção.

Sobre junho, a produção de bens de consumo duráveis subiu 1,1% e a de bens intermediários, 2,3%. Já a atividade de bens de capital caiu 1,1%, interrompendo quatro meses de alta, e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis recuou 1%.

"A indústria de bens intermediários vem sendo positivamente impactada pelas exportações, pelo desempenho favorável da agroindústria e, mais recentemente, pelo aumento no ritmo de produção de setores tipicamente voltados ao atendimento da demanda interna", informou o IBGE em comunicado.

Lima, do WestLB, disse que a queda da atividade de bens de capital é um tanto preocupante, mas como ocorreu apenas em um mês por enquanto ainda não indica tendência. "E se você comparar com (julho do) ano passado, ainda está em forte alta."

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o resultado de 9,6% reflete o crescimento em 24 dos 27 setores pesquisados. A indústria de veículos automotores (39,5%) se mantém como a de maior impacto positivo na formação da taxa global, seguida pelas de máquinas e equipamentos (21,8%) e fumo (171,0%).

A produção de bens de consumo duráveis aumentou 27,3% e a de bens de capital, 23,9%. A de bens intermediários expandiu-se 9,9% e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, 3,2%.

"A produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, mais sensível à evolução da massa de rendimentos, apresenta um ritmo de recuperação bem mais moderado", completou o IBGE.

No acumulado do ano, 23 atividades apresentam aumento na produção. Fabricação de veículos (28,0%) sustenta a liderança das atividades, em termos de impacto sobre o índice global.

 

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