Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
sexta, 22 de fevereiro de 2019
SADER_FULL
Busca
ITALÍNEA
ENEM

Procuradoria entra na Justiça contra proibição de relógio e lápis no Enem

5 Nov 2010 - 05h36Por Folha Online

O Ministério Público Federal no Espírito Santo entrou com ação civil pública nesta quinta-feira contra o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para que os candidatos inscritos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) possam usar relógio mecânico, lápis, borracha e apontador na realização da prova. Com 4,6 milhões de inscritos, a prova será realizada em todo o país neste fim de semana.

O procurador André Pimentel Filho pede que a Justiça anule os trechos do edital que tratam dos materiais, pois ele considera que a proibição não é razoável. Foi feito um pedido em caráter liminar (provisório), o que pode acelerar uma decisão.

De acordo com a ação, a utilização de relógio é fundamental para controlar o uso do tempo na realização da prova, que tem 90 questões para serem respondidas em quatro horas e meia --média de 3 minutos para cada questão. "É evidente o caráter fundamental que assume a administração do tempo no decorrer da realização do exame", afirma o Pimentel.

Em relação ao uso de lápis, borracha e apontador, o procurador considera que não há lógica na proibição. "São materiais necessários para o bom desempenho dos alunos e não representam de forma alguma sério risco de fraude. É evidente que, em qualquer prova, ainda mais as que têm cálculos e redação, o estudante precisa usar tais materiais para que tenha um bom desempenho e se sinta seguro diante do exame. As medidas de segurança estão virando paranoia sem sentido. E o pior é que, nesse caso específico, podem prejudicar os desempenho dos estudantes", diz Pimentel.

Para a Procuradoria, o Inep ignorou as reclamações sobre essas questões ao se limitar a responder que as restrições ocorreram em nome da segurança. "O que está em jogo aqui não é uma situação banal. As implicações de uma má administração do tempo podem ser fatais para as aspirações dos examinados. Também a proibição do uso de lápis, borracha e apontador causará relevantes transtornos durante um exame que já é por si só complicado para os jovens."

Pimentel afirma que o Inep poderia ter resolvido a questão, por exemplo, determinando que em cada sala de prova houvesse um relógio de parede e que fosse fornecido material de rascunho para fazer cálculos e o esboço da redação. "Os transtornos causados estariam remediados, mas a Administração Pública, em assunto de tão grave impacto na vida de milhões de jovens, preferiu fechar os ouvidos às críticas."

Antes de entrar com a ação na Justiça, o procurador disse que pediu ao Inep que informasse como os estudantes seriam alertados sobre o tempo de prova. Ele afirma que a resposta veio somente na noite desta quarta-feira (3), dando conta de que "o tempo será controlado por um sinal sonoro na abertura da prova, um aviso oral quando faltar meia hora para o término do tempo e outro sinal sonoro ao final, sendo que o aluno poderia perguntar o horário aos aplicadores". Na avaliação do procurador, a medida é insatisfatória.

Deixe seu Comentário

Leia Também

AMOR INCONDICIONAL
Cadela espera toda noite pela chegada de Boechat, diz mulher do jornalista
VIOLENCIA DOMESTICA
Reconstrução de rosto de mulher espancada na Barra vai durar seis meses, diz médico
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Aposentadoria é para viver, não para receber só à beira da morte
CHANTAGEM
Ladrões invadem estabelecimentos, obrigam funcionárias a tirarem a roupa, filmam e extorquem vítimas
FORAGIDO
Atirador invade escritório de advocacia e mata duas pessoas
BBB 19
Rízia chora por estar acorrentada: 'Vontade de desistir'
LARANJADA
Deputados do PSOL distribuem laranjas na chegada de Bolsonaro à Câmara
AMOR A PROFISSÃO
Pedreira caprichosa viraliza com trabalho detalhista e ganha novos clientes
FÁTIMA DO SUL - O BOTICÁRIO
O Boticário apresenta Quasar Brave, venha conferir no O Boticário em Fátima do Sul
SUPERAÇÃO
Jovem que morou 5 anos nas ruas se forma em Direito