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Prefeitura arrenda Santa Rosa para substituir o Evangélico

6 Set 2007 - 09h36
A prefeitura de Dourados já tem esquematizado o funcionamento do seu sistema de saúde a partir de novembro, quando o Hospital Evangélico deixará de prestar serviços de urgência e emergência por meio de convênio com o Sistema Único de Saúde. A alternativa encontrada pela administração municipal envolve o arrendamento de um hospital particular por cinco anos (com possibilidade de prorrogação e compra do imóvel), ao custo de R$ 100 mil mensais, além da transferência de serviços do HE para outras unidades da cidade e do aumento da capacidade do Hospital Universitário.

“Já temos como certo que o Evangélico está ‘fora’, pois não assinaram contrato com o SUS. Diante disso, a prefeitura agilizou as negociações para arrendar o Hospital Santa Rosa. Mas isso depende da aprovação do Conselho Municipal de Saúde”, explicou o secretário de Saúde de Dourados, João Paulo Barcelos Esteves. A ocupação desse hospital, com capacidade para 80 leitos, será o ponto de partida para o novo planejamento do setor no município – que visa disponibilizar até 385 leitos no município.

Esteves adiantou que o Santa Rosa receberá os serviços do Hospital da Mulher, e este último passará a atender casos de traumatologia e urgência, com um pronto-socorro com 70 leitos e se tornando também a futura sede do Samu Dourados. Além dessa medida, o secretário informou que se pleiteia aumentar de 114 para 160 o total de leitos no Hospital Universitário. “Com isso, em vez de reduzirmos, vamos aumentar em 49 o número de leitos na cidade”, ressaltou.

Mesmo sem o contrato com o SUS, serviços como oncologia e hemodiálise continuariam a ser realizados no HE. “Isso é possível, não há barreira. Apesar dos problemas, mantemos uma boa relação com a direção do hospital”, sublinhou Esteves. O plano será oficialmente discutido com o Conselho Municipal de Saúde na próxima segunda-feira (10), mas já conta com a simpatia do seu presidente.

Para Wilson César Medeiros Alves, existe a possibilidade de que a proposta seja aprovada para entrar em funcionamento em um curto espaço de tempo. O presidente do conselho crê que, em um primeiro momento, “a transição vai ser confusa, mas contamos com a colaboração do Evangélico, que está disposto a nos ajudar”.

Preocupações – Alves acredita que o maior problema com essa nova realidade será a contratação de pessoal para operar os serviços, uma vez que se tratam de atividades especializadas. “Mesmo que seja aberto um concurso, podemos pegar pessoas que estão ‘cruas’. A alternativa seria um acordo com o Ministério Público do Trabalho para aproveitar mão-de-obra do HE nos setores de urgência e emergência”, afirmou. A direção do Evangélico anunciou na última semana o desligamento de até 360 profissionais até o final deste ano, diante da redução na demanda de pacientes.

Outra situação cogitada pelo secretário e o presidente do Conselho de Saúde é a possibilidade de se transferir pacientes para Campo Grande, no caso de surgirem serviços que não venham a ser cobertos pela rede pública. João Paulo Esteves ressaltou que a “idéia é desse quadro não ocorrer, mas não é possível afirmar com certeza”. Já Alves lembrou que alguns serviços, como o de traumatologia de alta complexidade, não são oferecidos no município. “Então seria a oportunidade de assumirmos esses serviços também”, considerou.

O HE iniciou 2007 negociando o aumento dos repasses do SUS, de R$ 15 milhões para R$ 21 milhões ao ano. O governo estadual intercedeu e ofereceu R$ 19,1 milhões como contraproposta, o que foi rejeitado pela direção do hospital. A alegação é de que a prestação de serviço particular vinha sendo usada para custear também o atendimento público. O contrato com o SUS deverá se expirar em 5 de novembro. O Hospital Evangélico é considerado referência para pacientes de todo o sul do Estado.
 
 
Dourados Informa

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