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RIO_DOURADOS
22 de Dezembro de 2004 17h01

Preço da carne suína supera o da bovina

Pelo segundo mês consecutivo, o preço médio do suíno superou o da carne bovina para exportação.

Em novembro, a carne suína foi exportada com preço médio de US$ 1.883 a tonelada. A cotação da bovina foi muito menor, de US$ 1.216. Tradicionalmente, a carne bovina custa mais caro que a suína.

Os elevados preços médios da carne de porco permitiram ao setor aumentar as receitas com exportação, apesar da queda de volumes.

Em novembro, os embarques geraram receitas 25% maiores, para um volume 9% menor, informa a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

Receita maior

Foram exportadas 41,5 mil toneladas, com receitas cambiais de US$ 76,2 milhões. No ano, até novembro, as receitas de US$ 688 milhões são 34% superiores em relação ao apurado em igual período do ano passado. Já os volumes são 1% inferiores, totalizando 459,1 mil toneladas de carne suína.

O ano foi tão bom para a indústria que, até novembro, o preço médio da tonelada é de US$ 1.498, acima da média apurada para a carne bovina, de US$ 1.294.

Historicamente, as vendas externas de carne suína no final do ano são menores. "As exportações caíram em razão da forte demanda interna e de problemas logísticos na Rússia, que impediram que mais negócios fossem realizados", diz Pedro de Camargo Neto, presidente-executivo da associação.

Camargo Neto diz que os preços médios das carnes em geral subiram em razão de problemas sanitários ocorridos em países concorrentes do Brasil. Em novembro, o preço do suíno atingiu o maior patamar do ano e foi cotado a um nível 37% maior na comparação com igual mês de 2003.

Valor agregado:

No caso dos suínos, as cotações vêm subindo em razão da melhora do perfil das exportações. "Temos conseguido aumentar os embarques de cortes, que têm maior valor agregado", diz Camargo Neto.As vendas de cortes cresceram 3,3% entre janeiro e novembro deste ano, na comparação com igual período do ano passado, totalizando 347,9 mil toneladas. Já os embarques de meia-carcaça recuaram 12,7%, para 111,2 mil toneladas.

No "mix", os cortes, que têm maior valor agregado, aumentaram sua participação de 72,6%, em 2003, para 75,8% neste ano. A meia-carcaça, por sua vez, perdeu terreno: sua participação nas exportações caiu de 27,4% para 24,2%, informa a Abipecs.

Sanidade animal:

O Brasil conseguiu ganhar mercado dos Estados Unidos, em razão do caso de "vaca louca", e da Ásia, por causa dos inúmeros focos de gripe aviária.

Mas não só os concorrentes sofreram com "acidentes" sanitários. Também o Brasil detectou um caso de febre aftosa, que resultou no bloqueio do comércio com a Rússia.

Moscou já retomou as compras de suínos somente de Santa Catarina - maior estado produtor e o único livre de aftosa sem vacinação. Cerca de 60% das exportações de suínos tem como destino a Rússia.

Para driblar o problema com a Rússia, a indústria procurou diversificar as exportações. Entre os destinos que mais cresceram está a Ucrânia, que comprou 30,8 mil toneladas. Entre janeiro e novembro de 2003 o país havia importado somente 96 toneladas.

Neste ano, a indústria deve fechar com exportações de 500 mil toneladas de carne suína, volume 2% maior que o apurado em 2003. Já a receita com os embarques aumentará quase 35%, para US$ 737 milhões, prevê a entidade.
 
 
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