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17 de Novembro de 2004 17h31

Preço da carne suína aumentou 53% este ano

A carne suína será ao mesmo tempo a vedete e a vilã entre os produtos natalinos neste final de ano. Com perspectiva de aumento de 80% nos preços no atacado, o produto pode chegar mais caro ao consumidor, mas está fazendo a alegria dos suinocultores, que registraram neste ano incremento de até 53% na cotação. O preço do quilo/vivo ao produtor, que estava cotado em R$ 1,83 no mesmo período do ano passado, agora já atinge R$ 2,80 em praças fora de Mato Grosso do Sul. No Estado o preço médio pago pelo produto é de R$ 2,20, um acréscimo de 20% e pode chegar até R$ 2,40 com bonificação das indústrias.

A retomada nos preços foi motivada, segundo especialistas do setor, pelo aumento na demanda interna do produto. O consumo mais expressivo da carne, que atualmente nos supermercados varia de preços que vão de R$ 5 a R$ 8 (dependendo do corte), conseguiu diluir os efeitos nocivos da freada na exportação, com o embargo russo à carne suína brasileira. É que de produto cercado de preconceito no passado, o suíno produzido hoje com a maior qualidade e dentro de rigorosos controle sanitário e tecnologia de última geração, caiu nas graças do sul-matogrossense. Entre outros apelos dessa carne estão a redução no volume de gordura, maior suculência e preço bem mais atraente do que alguns cortes bovinos de primeira.

Mas o principal fator para esta recuperação da rentabilidade na suinocultura, segundo o gerente-geral da Cooasgo (Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste), Edemir Sanagiotto, foi a queda nos preços do milho, que representa 70% da formulação das rações de aves e suínos. “A saca de 60 quilos do grão, que no mesmo período do ano passado variava de R$ 19,50 a R$ 20, atualmente vale R$ 12,50 no mercado sul-matogrossense. Isso permitiu que houvesse um aumento na rentabilidade do suinocultor neste ano”, frisou.

Outro aspecto enfatizado por Sanagiotto é que a recuperação da atividade está ligada ao próprio mercado do agronegócio. “Após viver crises intensas nos últimos anos, a suinocultura estadual registrou grande fechamento de granjas no ano passado, principalmente na região sul do Estado, e quem permaneceu na atividade está conseguindo hoje melhorar a capitalização”, destacou.

O coordenador do Programa Leitão Vida da Secretaria de Produção, José Nascimento de Oliveira, também concorda que este ano foi bem mais positivo para a suinocultura. “Muita gente expandiu a produção em função da queda do milho, que na atual conjuntura permitiu o aumento da rentabilidade e ganhos do produtor”, lembrou.

 

 

Famasul

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