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9 de Dezembro de 2004 13h55

Políticos brasileiros estão entre mais corruptos

A instituições mais corruptas do mundo são os partidos políticos, alertou hoje a Transparency International (TI), que pediu aos governos o uso de todos os recursos para combater a corrupção, e situou o Brasil entre os primeiros na lista dos países com os políticos mais corruptos. Em um relatório apresentado em Paris, a organização não-governamental (ONG) - única no mundo que se dedica exclusivamente à luta contra a corrupção - disse que, para a opinião pública mundial, a corrupção política é um "problema sério" que supera a corrupção nas empresas e na vida privada.

Os partidos políticos tiveram a pior avaliação em 36 dos 64 países considerados no Barômetro Global sobre a Corrupção da TI, publicado hoje no primeiro Dia Internacional Contra a Corrupção, declarado pela ONU. Depois dos partidos políticos, as instituições mais corruptas do mundo são os parlamentos, a polícia e o poder judiciário, segundo o relatório da TI, baseado na opinião de 50 mil pessoas entrevistadas pela Gallup International.

Com uma pontuação média de quatro pontos, em uma escala máxima de cinco pontos para as instituições mais corruptas, os partidos são as instituições situadas em pior colocação em seis de cada dez países. O Equador lidera a lista das nações com os políticos mais corruptos para seus cidadãos, com 4,9 pontos, seguido por Argentina, Peru e Índia (4,6) e Bolívia, Brasil, Costa Rica e México (4,5).

Além disso, o relatório destaca o alto grau de corrupção política em países como França (4,1), Polônia (4,2) e Ucrânia (4,3). Também na Espanha a principal corrupção é a política (3,8), na frente da corrupção dos meios de comunicação (3,6), das empresas (3,5) e do poder judiciário (3,4).

Durante todo o dia, de acordo com a comemoração do I Dia Internacional contra a Corrupção, as seções nacionais da TI pressionarão os governos e parlamentos dos países a aprovarem o Convênio das Nações Unidas contra a corrupção. O tratado, que foi assinado por 12 países mas precisa de 30 assinaturas para entrar em vigor, facilitará a recuperação e a devolução de ativos roubados pelos políticos, além de favorecer as extradições de líderes corruptos que buscarem asilo no exterior.

Mas os partidos políticos não são as instituições mais corruptas em todos os países e, dessa forma, na Argentina, Indonésia, Coréia do Sul, Taiwan e Ucrânia foram superados pelos parlamentos e legisladores. Em Camarões, Geórgia, Gana, Guatemala, Quênia, Malásia, México, Moldávia, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Rússia, África do Sul e Ucrânia, a polícia foi considerada a instituição que exerce uma maior corrupção, enquanto o poder judiciário dominou as pesquisas em Afeganistão, Croácia, Macedônia e Venezuela.

Em cinco dos países considerados (Camarões, Quênia, Lituânia, Moldávia e Nigéria), pelo menos um em cada três entrevistados disseram que eles ou outros membros de sua família pagaram suborno nos últimos doze meses.

No mundo todo, o número das pessoas que subornaram supera 10%, enquanto na União Européia os gregos foram os que fizeram mais subornos no último ano, com 11%. Além disso, a corrupção é uma marca que afeta sobretudo os setores mais pobres: 50% dos entrevistados com baixa renda consideram os atos menores de corrupção um "grande problema", uma porcentagem que cai para 38% no caso dos entrevistados de alta renda.

 

Terra Redação

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