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5 de Julho de 2004 08h10

Política econômica agora é o alvo, diz MST

O líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) João Pedro Stedile, membro da direção nacional da organização, disse que a partir de agora o eixo das próximas mobilizações conjuntas do MST e dos demais movimento sociais será pelo emprego e contra a política econômica do governo federal.

Stedile chamou ontem o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, de "panaca" e disse que o ministro só lê o que outros escrevem para ele. "O sistema capitalista não resolve o problema do desemprego. O panaca do Palocci fica mentindo para o povo, dizendo que o crescimento vai resolver. O Palocci só lê na televisão o que o Marcos] Lisboa [secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda] e o [Joaquim] Levy [secretário do Tesouro Nacional] escrevem para ele ler", afirmou.

A declaração foi feita durante palestra, ontem à tarde, no 1º Encontro Nacional de Estudantes e Jovens por Trabalho, Educação e Reforma Agrária, realizado no fim de semana no campus da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói (RJ). Após o evento, Stedile disse que o ataque não era pessoal e que panaca é um termo popular, empregado por ele para ressaltar que o ministro está repetindo uma política do governo Fernando Henrique Cardoso.

"Ele é o continuador da política anterior, então ele é o panaca, porque apenas repete o que os outros criaram. Quem inventou essa política neoliberal foram o FMI [Fundo Monetário Internacional] e os economistas do PSDB, que ainda estão mandando no Ministério da Fazenda", disse. A Folha tentou ouvir o ministro, mas ele não foi localizado até a conclusão desta edição para falar a respeito.

É por isso que, segundo Stedile, a prioridade das próximas lutas dos movimento sociais será centrada na mudança da política econômica do governo, "para que haja uma política que centre de fato a prioridade na geração de emprego". Para Stedile, mesmo crescendo "5% ou 7% ao ano" o Brasil não vai gerar os empregos que a população necessita. Ele disse que a luta pelo emprego é a bandeira que unifica os movimentos sociais de esquerda no momento.

Anteontem, Gilmar Mauro, membro da Coordenação Nacional do MST, também atacou a política econômica do governo.

"Cada vez é mais difícil prever, no horizonte que se desenha com essa política econômica, que haja grandes investimentos sociais neste país.

Vai faltar cimento para construir presídios, mas não vai faltar bandidos
se não fizermos distribuição de renda e de riqueza neste país", disse Mauro.

Stedile anunciou um calendário de mobilizações. Entre os próximos dias 12 e 17, será elaborado um cadastro de desempregados. No dia 16, a CUT fará mobilizações nacionais pelo emprego. Nos dias 13 e 14 de agosto, haverá um acampamento em frente à Embaixada dos EUA, com o objetivo de evitar que os norte-americanos interfiram no plebiscito sobre a permanência de Hugo Chávez na Venezuela. Em setembro, haverá o Grito dos Excluídos, no dia 7.
 
Folha Online
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