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29 de Outubro de 2004 10h25

Polícia abre inquérito para investigar a morte de Serginho

O 34º Distrito Policial, que fica no bairro do Morumbi, em São Paulo, abriu inquérito para investigar a morte do zagueiro Serginho, que sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o jogo de seu time contra o São Paulo, na quarta-feira, no estádio do Morumbi.

De acordo com o delegado Guaracy Moreira Filho, a intenção é descobrir se houve negligência no atendimento ao atleta. Caso comprovada, os responsáveis poderiam ser indiciados por homicídio culposo.

Marcus Desimoni/FI
Serginho é velado em Coronel Fabriciano (MG)


"Queremos ver se houve negligência ou se foi somente uma fatalidade", disse Moreira Filho, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Os primeiros a serem ouvidos deverão ser o goleiro Silvio Luiz, o lateral-direito Anderson Lima e o médico Paulo Forte, todos do São Caetano, mais o volante César Sampaio, do São Paulo, e os médicos José Sanchez e Marco Aurélio Cunha, ambos do clube do Morumbi. Eles prestarão depoimento na condição de testemunhas, a partir da próxima terça-feira.

Moreira Filho espera concluir o inquérito dentro de um prazo de 30 dias. A pena em caso de condenação por homicídio culposo varia de um a três anos de detenção.

O delegado aguarda a chegada do atestado de óbito de Serginho, que deve acontecer dentro de 20 dias. O resultado da autópsia do corpo do jogador só será divulgado publicamente após ser dada permissão pela família, mas a Folha teve acesso ao laudo do IML, que aponta que o atleta morreu de edema pulmonar e hipertrofia miocárdica (engrossamento das fibras do músculo do coração).

Atendimento

Após cair sozinho em campo, aos 14min do segundo tempo, Serginho demorou 27 segundos para começar a receber atendimento --massagem cardíaca e respiração boca-a-boca. Em pouco mais de três minutos, foi levado no carro-maca até a ambulância, onde recebeu choques com o desfibrilador.

Em seguida, foi levado para o centro médico do próprio estádio do Morumbi e depois para o hospital São Luiz.

"Mesmo dentro de um hospital esse tempo é considerado ótimo. Duvido que com um kit de desfibrilador esse tempo seria menor", continuou o médico Dino Altmann, do hospital São Luiz, em entrevista coletiva concedida ontem.

A principal critica feita ao atendimento foi quanto ao fato de não haver um desfibrilador portátil, que pudesse ser usado no próprio gramado.
 
 
Folha Online
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