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29 de Outubro de 2004 13h49

Plano Nacional do Livro pretende aumentar índice de leitura

A frase do escritor Monteiro Lobato de que um país se faz com homens e livros serviu de inspiração para o governo federal criar o Fome de Livro - Plano Nacional do Livro e Leitura. Em três anos, com o apoio da iniciativa privada, a meta é aumentar em 50% o índice de leitura no Brasil.

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Livro. A data serve para uma reflexão sobre os motivos que levam o brasileiro a ter um dos piores índices de leitura do mundo e como mudar essa realidade. Vinte e nove de outubro foi escolhido Dia Nacional do Livro por ser a data de fundação da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Levantamento mostra que a média de leitura no país é de 1,8 livro por habitante/ano. Na Colômbia, esse índice chega a 2,4 por habitante/ano contra cinco nos Estados Unidos e sete na França.

Galeno Amorim, coordenador do Fome de Livro, informa que entre as metas do plano nacional está a implantação de duas mil bibliotecas, especialmente nas cidades que não dispõem de salas de leitura. As metas incluem também a distribuição anual de 1 milhão de livros gratuitos em estádios e 1 milhão em cestas básicas, formação de 100 mil mediadores de leitura, financiamento às editoras para aumentar a tiragem das publicações e redução de custos.

Galeno Amorim destaca que o brasileiro tem motivo para comemorar o Dia do Livro. “Essa tomada de consciência, essa disposição de dar uma grande virada e enfrentar o desafio de aumentar o interesse dos brasileiros em ler já é um bom motivo para comemorar o Dia do Livro", enfatiza.

O Plano do Livro e Leitura vai colocar em prática, de acordo com Galeno Amorim, a política nacional para o setor. Ele explica que o plano se desenvolve em eixos básicos: democratizar o acesso ao livro, abrir novas bibliotecas e reaparelhar as já existentes, distribuir livros, fazer campanhas para incentivar a população a ler e conceder incentivos a editores e livrarias para baratear o preço das publicações.

A política de incentivo à leitura do Ministério da Cultura será desenvolvida em parceria com instituições financeiras públicas, organizações não-governamentais e empresas do mercado editorial. Além do Plano do Livro e Leitura, a política nacional inclui a criação do Conselho Nacional do Livro e Leitura; a regulamentação da Lei do Livro e o calendário de 2005, escolhido como Ano Ibero-americano da Leitura.

Cristiane Oliveira, professora da quarta série do ensino fundamental de uma escola pública de Brasília, explica como faz para incentivar os alunos a ler. “Nós procuramos assuntos que fazem parte do cotidiano dos alunos para que eles se interessem pelo livro. Nós também recontamos e fazemos a dramatização da história em sala de aula. Assim, esperamos criar nas crianças o hábito de ler, informa.

A professora diz que existe uma diferença na escolha de títulos entre meninos e meninas. “Os garotos geralmente se interessam por leituras que tratam de avanços tecnológicos, da ciência e de temas referentes a automobilismo. Já as garotas preferem contos de fada, histórias literárias, textos mais divertidos e leves”, acrescenta Cristiane.

A professora lembra que os alunos visitam sempre a biblioteca da escola, escrevem poemas e redações. “Eles têm livre acesso à biblioteca, mas notamos que alguns se interessam mais pela leitura do que outros”, afirma.

Priscila Fonseca tem dez anos e está na 4ª série do ensino fundamental. Ela diz que se interessa pela disciplina “História” e por isso gosta de ler. Conta que a professora orienta os alunos a pegar três títulos na biblioteca da escola e depois de ler, os estudantes trocam os livros uns com os outros.
 
 
Agência Brasil
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