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Planalto avalia que queda de Renan Calheiros é inevitável

8 Ago 2007 - 10h01
O governo considera inevitável a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acossado por uma avalanche de denúncias. Apesar do discurso oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que Renan já exibiu vários documentos para provar sua inocência, ministros já admitem, em conversas reservadas, que o Planalto será obrigado a se debruçar - com mais velocidade do que gostaria - sobre nomes aliados para a troca de comando no Senado.
A avaliação não é de que Renan vai renunciar, mas, sim, de que as chances da cassação aumentam a cada dia depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito contra ele para investigar suspeitas de enriquecimento ilícito. As conversas com o PMDB - o maior partido do Senado, que, pela tradição, tem direito a indicar o presidente da Casa - devem ser reforçadas na próxima semana, já que Lula no momento está num giro por cinco países da América Latina.
A intenção do governo é iniciar a articulação de forma discreta. A maior preocupação do Planalto diz respeito às votações de seu interesse, como a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU).
Os senadores do DEM decidiram na quarta-feira obstruir as votações dos projetos considerados prioritários pelo governo enquanto o caso Renan não for julgado. “Vamos votar a divisão do Ibama (veja nota na página A14) e a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e pronto, acabou. O futuro a Deus pertence”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Mais (RN). “O que queremos é evitar chicanas e apressar o julgamento de Renan.” Lula foi informado dessa decisão em Honduras e demonstrou muita contrariedade.
Foi para acalmar a base aliada que Lula abriu a temporada de nomeações, na semana passada, avalizando uma antiga reivindicação do PMDB: a indicação do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde para a presidência de Furnas. Nem isso, porém, bastou para que o relator Eduardo Cunha (PMDB-RJ), padrinho político de Conde, rejeitasse emendas de senadores favoráveis à partilha da CPMF. Ao contrário: acolheu todas.
Enquanto Lula viajava, ministros procuravam amenizar a rebelião. Argumentavam que o adiamento da votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, quarta, já era um passo combinado.
Todos, no entanto, admitiam a necessidade de solucionar o caso Renan para baixar a temperatura no Congresso. O presidente do Senado resiste a deixar o cargo. Muitos de seus amigos, porém, já o aconselharam a entregar o anel para não perder os dedos. Acreditam que, se desistir da presidência, Renan ainda pode conseguir preservar o mandato. Não parecem que serão ouvidos. A todos com quem conversa, Renan argumenta que, se sua situação é frágil no poder, fora dele ficará muito pior.
 
 
Estadão

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