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4 de Dezembro de 2004 09h07

Piscicultura em MS é referência nacional

Na semana passada nós mostramos como a piscicultura de cativeiro está em plena expansão. O Centro-Oeste é referência nacional nesta atividade que gera tecnologia, empregos e renda para a nossa região.

Na reportagem de hoje, você vai saber como o pirarucu, o chamado bacalhau brasileiro, e que é uma espécie carnívora, aprendeu a se alimentar com vegetais no cativeiro.


Um peixe que pode chegar a três metros e pesar duzentos e cinqüenta quilos. Ao longo de décadas o Pirarucu foi o principal alvo da pesca no Amazonas.

O gigante da Amazônia passa até vinte minutos submerso. Mas é na superfície que ele busca oxigênio. A busca de ar muitas vezes o levava a morte.

Por causa de cenas assim a pesca do pirarucu foi proibida do estado do Amazonas. O Ibama só permite a pesca nos lagos das reservas que fizeram a contagem dos peixes e tem um controle na retirada do Pirarucu.

Por ser carnívoro, muitas criações são feitas em grandes tanques onde é possível ter espécies forrageiras, pequenos peixes que servem de alimento para o Pirarucu. Mas em Terenos, Mato Grosso do Sul, o pesquisador Jaime Brum, está estudando as características nutricionais do Pirarucu. Em vez de criar o peixe em grandes tanques, eles estão fazendo uma piscicultura confinada.

Outro desafio é mudar os hábitos do Pirarucu. Peixe carnívoro, o pirarucu agora está aprendendo a comer grãos.


Em dois anos comendo ração a base de grãos, o pirarucu conseguiu uma taxa de crescimento de quinze quilos por ano, a mesa de peixes que vivem soltos na natureza. O segredo é fazer o peixe pensar que está comendo carne...As bolas de ração têm até a cor avermelhada...

A tecnologia de cultivo de peixes impulsionou o setor da piscicultura. Em Mato Grosso do Sul, a quantidade de pintados, pacus que são cultivados em fazendas já é cinco vezes maior do que o retirado dos rios.


São fazendas enormes, com tanques imensos que movimentam milhões de reais por ano. Só nessa propriedade em Itaporã, o investimento foi de mais de cinco milhões de reais para produzir peixes do pantanal em grande escala.


Os carregamentos de caminhões com peixes vivos saem para as regiões sudeste e sul do Brasil. As perdas são pequenas, oitenta e cinco por cento sobrevivem. Hoje são oitenta piscicultores no estado e uma expectativa de produzir mil e duzentas toneladas de pacus e pintados.

E esse ano o negócio já passou para uma nova fase. Um frigorífico de peixe construído dentro dos padrões internacionais.

O corte preciso é pra retirar somente o filé de pintado. Por mês são processadas oitenta toneladas de files de pintado. Na câmara fria temperatura de quase trinta graus a baixo de zero pra congelas os filés. Depois, no manuseio, os funcionários trabalham também a uma temperatura que não passa dos dez graus.

Controle para impedir a proliferação de microorganismo e garantir a qualidade da carne. Os filés de pintado já estão sendo vendidos na Europa. Restaurantes franceses, alemães e suíços já tem nosso pintado no cardápio. Exportações que trouxeram sonhos de expansão.

Se na economia a tecnologia de criação em cativeiro está gerando empregos e trazendo investimentos e lucros para o Brasil, na natureza o maior ganho é com a preservação.
 
RMT Online
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