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PF prende prefeito Ari Artuzi, a 1ª dama, 9 vereadores e 5 secretários

1 Set 2010 - 10h00Por Diário MS

Uragano (furacão em italiano). Este é o nome da operação deflagrada no início da manhã de hoje pela PF (Polícia Federal) em Dourados. Ela consta de 29 mandados de prisão temporária e 38 conduções coercitivas (em que a pessoa é levada à sede da PF apenas para ser ouvida, sendo liberada em seguida).

De acordo com a denúncia, os crimes de fraudes à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha eram ‘chefiados’ pelo prefeito Ari Artuzi (PDT), que está preso. A primeira-dama Maria Freitas Artuzi foi presa em Brasília, onde participava de evento sobre políticas públicas para a mulher.

Mais de 200 policiais federais participaram da operação. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados.

Foram presos 9 vereadores de Dourados: o presidente da Câmara e candidato a deputado estadual, Sidlei Alves (DEM), Humberto Teixeira Júnior (PDT), Aurélio Bonatto (PDT), Zezinho da Farmácia (PSDB), José Carlos Cimatti (PSB), Edvaldo Moreira (PDT), Paulo Henrique Bambu (DEM), Júlio Artuzi (PRB) e Marcelo Barros (DEM), .

O vereador Gino José Ferreira (DEM), segundo suplente de senador de Waldemir Moka (PMDB), está na lista das conduções coercitivas.

Ainda foram confirmadas as prisões dos secretários municipais Ignes Boschetti (Finanças), Dirson Sá (Obras), Marcelo Hall (Serviços Urbanos), Alziro Moreno (advogado-geral do município) e Tatiane Moreno (Administração). Também está detido um servidor responsável pelas licitações.

Também estão detidos dois diretores do Hospital Evangélico de Dourados: Marco Aurélio e Eliezer.

Em nota oficial, a Polícia Federal informa que as fraudes consistem no direcionamento de licitações por meio de corrupção de servidores públicos e agentes políticos. Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato.
Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados, para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito.

Ainda de acordo com a mesma nota, as investigações começaram em maio deste ano e apontaram a participação de secretários municipais, empreiteiros, prestadores de serviços, vereadores e servidores públicos.

A assessoria da prefeitura de Dourados ainda não se manifestou sobre a operação.


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