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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

PF prende 15 pessoas por caça ilegal de onças no Pantanal

21 Jul 2010 - 13h01Por Terra

A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira, a Operação Jaguar, para desmantelar um esquema que promovia caçadas ilegais de animais de grande porte no Pantanal. Os agentes da PF atuaram em três Estados (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná) e prenderam um total de 15 suspeitos. Foram cumpridos sete mandados de prisão e ainda oito detenções em flagrante.

 

Segundo nota da PF, as investigações, desenvolvidas em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), começaram no ano passado em Corumbá (MS), depois de denúncias de que carcaças de onças foram achadas em fazendas na região pantaneira do Estado. Além disso, o Ibama registrou o sumiço de diversos felinos que eram monitorados por programa de preservação.

Ao monitorar a região, os agentes da PF constataram que o filho de um dos mais famosos caçadores de onça do Brasil estava levando grupos em camionetas com vários cães de raça, típicos para caça de grande felinos. O caçador famoso, que em algumas ocasiões auxiliou o Ibama diz ter deixado a atividade e que trabalha para a preservação da espécie.

Segundo a PF, contudo, as investigações evidenciaram que ele e seu filho usavam da prática de capturar onças para encoleiramento, para monitoramento do programa Pró-Carnívoros do IBAMA, para acobertar sua atividade de caça clandestina e predatória.

Agentes descobriram que caçadores brasileiros e estrangeiros ingressam no Pantanal por meio de aviões particulares e pousam em fazendas da região equipados com modernas armas de caça. Nas fazendas, eles utilizariam cães cedidos pelo "Caçador de Onças". Conforme a PF, há evidências que alguns "troféus" são levados até para o exterior. A PF constatou a frequente participação de residente de Curitiba (PR) especialista em taxidermia, a arte de empalhar animais.

Pelos chamados "safáris", os clientes pagavam por animal abatido, especificamente onça-pintada, parda e preta, e, por um valor a maior, tinham o direito à pele, cabeça ou a todo o animal, que era empalhado no Paraná. A PF não descarta a possibilidade do grupo participar de safáris na África, introduzindo no Brasil, peles e partes de animais caçados naquele continente, inclusive no tráfico de marfim, cuja venda é proibida

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