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Petrobras avalia que preço do petróleo continuará alto

8 Out 2004 - 09h47
O diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje em audiência na Comissão de Desenvolvimento Econômico que a oferta mundial de petróleo está baixa e países como a China e a Índia estão aumentando o seu consumo. Por esses motivos, o preço deve continuar flutuando entre 40 dólares (cerca de R$ 116,00) e 50 dólares o barril (cerca de R$ 145,00), o que deve afetar a economia mundial. "Isso vai afetar de forma drástica países até superdesenvolvidos como o Japão, que importa a totalidade do seu petróleo, e os Estados Unidos, que importam metade do que consomem. Vai haver um impacto muito pesado na economia”.
Sobre novos reajustes da gasolina, Costa afirmou que a Petrobras procura sempre esperar uma melhor definição dos preços internacionais antes de repassar qualquer aumento de derivados do petróleo para o consumidor.

Preço da nafta
A audiência na comissão tinha o objetivo inicial de tratar dos altos preços da nafta no mercado interno. A nafta, um derivado do petróleo, é a matéria-prima principal das empresas de produtos plásticos.
Paulo Roberto Costa, que substituiu o presidente da empresa, José Eduardo Dutra, na comissão, informou que o preço da nafta tem acompanhado a variação do preço internacional do petróleo. O diretor explicou que a Petrobras tem de praticar o preço de mercado para conseguir atingir a meta de investimentos de 53,6 bilhões de dólares (cerca de R$ 160 bilhões) para o período de 2004 e 2010.
O diretor da Petrobras explicou que os preços da nafta refletem o mercado internacional para que a empresa consiga investir no aumento da produção interna. Costa também afirmou que o preço dos derivados de petróleo ao consumidor não depende apenas da Petrobras, mas também das empresas que transformam esses produtos em outros materiais.
Para o deputado Augusto Nardes (PP-RS), autor do pedido de audiência, a Petrobrás poderia reduzir um pouco a sua margem de lucro em benefício do crescimento econômico interno. "Nós achamos que o setor de plástico, e não somente este setor, poderia ter um tratamento diferenciado já que outros países fazem isso, como é o caso da Venezuela”, defendeu o parlamentar.

Ausências
Para a audiência também foram convidados os representantes de indústrias do setor plástico. Mas eles informaram à Comissão que não participariam dos debates devido à ausência do presidente da Petrobras.
O deputado Augusto Nardes disse que vai pedir uma nova audiência sobre o assunto com a presença da ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef.
 
 
Agência Câmara

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