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PETI atende 325 crianças em Corumbá

12 Jun 2007 - 15h19
O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) atende hoje em Corumbá 325 crianças na faixa etária de 7 a 15 anos, residentes na Zona Urbana e também na Zona Rural, inclusive na região ribeirinha. Na área urbana, as crianças contam com um centro de atendimento, localizado no bairro Generoso, onde participam de diversas atividades, desde reforço escolar até oficinas de artesanato com utilização de material reciclável.
 
Segundo a coordenadora do programa na cidade, Vera Lúcia Marti Veiga, o trabalho em Corumbá está ganhando força. "As crianças desenvolvem as mais variadas atividades, inclusive fora do centro, através de participação em cursos, aprendendo uma profissão. Esta semana mesmo, estamos com duas meninas se formando em um curso de manicuro, promovido pelo Programa Medidas Sócio-Educativas", lembrou.
 
No PETI do bairro Generoso, as crianças de 7 a 15 anos contam com aulas de reforço escolar, dança, oficinas artesanais, além de outras atividades culturais e esportivas. As famílias também são beneficiadas, através de cursos e ações que permitem maior integração com os filhos. Para Tais Fernanda dos Santos Serra, 12 anos, o PETI do Generoso se transformou em uma oportunidade de aprendizado. Estudante da 7ª série, ela está há quatro anos no local. Disse que entrou por "achar interessante" e que hoje se sente mais aberta, se relacionando melhor com os amigos.
 
Um deles é Evaldo Guarini Torres, 13 anos, 8ª série, há cinco anos no
PETI. "Somos grandes amigos, de infância. Aqui, estamos sempre juntos", diz ele, lembrando que o relacionamento com as demais crianças é muito bom. Evaldo entrou no programa para reforço escolar. "Hoje, estou melhor nos estudos e já aprendi muitas outras coisas aqui dentro", afirma.
 
Situação melhor - As atividades na manhã de hoje contaram com a
participação de crianças da Cidade Dom Bosco e da Apae, além de duas técnicas da Delegacia Regional do Trabalho, de Campo Grande, que integram a coordenação estadual do PETI. Izadina Menezes Dias e Selma Gonçalves Rocha chegaram ontem a Corumbá, para averiguação da situação na cidade.

"De cara encontramos dois menores, um vendendo amendoim e o outro engraxando sapatos, ambos à noite", disse Izadina. Segundo ela, quando isso acontece, as crianças são encaminhadas ao PETI, ou mesmo ao Conselho Tutelar.
 
Apesar disso, as duas afirmam que a situação já melhorou bastante no mato Grosso do Sul, "algo em torno de 80%", diz Selma, lembrando que o programa foi inicialmente criado para atender crianças e adolescentes que trabalhavam em carvoarias. Ela informa que a situação pode melhorar ainda mais a partir do fortalecimento da parceria entre os poderes públicos e a própria sociedade. "Já estamos, inclusive, em entendimentos com a secretária estadual Tânia Garib [Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária], para desenvolvimento de ações contra o trabalho infantil", informou a técnica.
 
Referência - O Brasil é considerado referência mundial no combate à
exploração de crianças. É o único país a adotar política específica contra a utilização dessa mão-de-obra. Em 1996, o governo federal criou o PETI, com o principal objetivo de retirar crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 15 anos, do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante.
 
Atualmente, as ações de proteção social especial às crianças e adolescentes vêm sendo transformadas em política pública e ações
continuadas a serem executadas regularmente por meio do Sistema Único da Assistência Social (SUAS). O objetivo é erradicar as chamadas piores formas de trabalho infantil no País. Para isso, o PETI concede uma bolsa às famílias desses meninos e meninas em substituição à renda que levavam para casa. Em  contrapartida, as famílias têm que matricular os filhos na escola e fazê-los freqüentar a jornada ampliada.

 
 
 
 
Fátima News

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