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Peti atende 28,4 mil crianças entre 7 e 14 anos no Estado

24 Nov 2004 - 08h32
O Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) atende em Mato Grosso do Sul 28.445 crianças de 7 a 14 anos. Visando ao fortalecimento das ações desenvolvidas no combate ao trabalho infantil no Estado, o Fórum Nacional de Erradicação Infantil criou uma caravana em cada um dos Estados através dos fóruns estaduais para levar aos governantes e sociedade civil propostas de ampliação das atividades contra o trabalho infantil e a experiência de vida de muitas crianças que começaram a trabalhar antes mesmo de iniciarem a vida escolar.

Segundo a secretária-executiva do Fórum Nacional de Erradicação Infantil, Isa Maria de Oliveira, a caravana foi iniciada no Rio Grande do Sul e o último estado a recebê-la é Goiás. No dia 14 de Dezembro, um grupo formado por crianças de todos os estados será recebida em Brasília (DF) pelo presidente Lula. “Nosso objetivo é ter mais união, entre governo federal, estados e municípios para assegurar os direitos das crianças, de uma educação qualificada e universal, de oportunidades também para os pais, porque as crianças são não apenas nosso futuro, mas também o nosso presente”, analisou Isa Oliveira.

A coordenadora do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil, Regina Catarino explicou que foi feita uma seleção com mais de mil crianças beneficiadas pelo PET no Estado, chegando a 30 que participaram da caravana que visitou hoje o governador Zeca do PT. “Fizemos a seleção através de uma redação para saber qual a concepção das crianças sobre o trabalho infantil”, explicou. Através de duas oficinas, estão sendo escolhidas as crianças que farão parte da caravana que irá a Brasília no próximo mês.

Para as crianças beneficiadas pelo programa federal, o afastamento do trabalho infantil significa a possibilidade de sonhar com um futuro melhor, como Adilce Maria Lurdes Palhano, 11 anos, que aos 5, era catadora de latas e papelão e ainda ajudava a cuidar de outras crianças. “Antes minha preocupação era trabalhar, mas hoje estou mais tranqüila”, disse a menina que com sete anos entrou no PETI e parou de trabalhar.

Na opinião de Adilce, o trabalho infantil atrapalha o estudo e o desenvolvimento das crianças, e defende que o programa seja ampliado para dar oportunidade a outras vítimas do trabalho infantil. “Devemos nos unir para acabar com o trabalho infantil, pois todas as crianças devem estar na escola pensando no futuro”, afirmou a boa aluna Adilce, que sonha em ser cirurgiã plástica.

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