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17 de Agosto de 2004 09h32

Pesquisas mostram hidrelétricas como fontes de energia

Num país como o Brasil, com apenas 24% de aproveitamento do seu potencial hidrelétrico, a construção de novas usinas de geração hidráulica é apontada por especialistas não só como uma solução viável economicamente, mas também como uma alternativa ecologicamente correta. Uma das críticas feitas por ambientalistas aos grandes projetos hidrelétricos é de que os reservatórios formados a partir do alagamento de áreas com florestas contribuiriam para o aquecimento global. A matéria orgânica em decomposição no fundo dos lagos, afirmam os ecologistas, produziria quantidades significativas de gases responsáveis pelo efeito estufa.

“Ainda não há estudos conclusivos sobre esta questão, em todo mundo”, rebate Emílio Lèbre La Rovere, coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O especialista lembra que a Coppe, em conjunto com a Eletrobrás e o Ministério da Ciência e Tecnologia, realiza pesquisas e campanhas de medição de emissões em reservatórios de hidrelétricas brasileiras. “Os resultados preliminares indicam que a liberação de gases nesses reservatórios deve ser bem inferior a de termelétricas de geração equivalente, mesmo no caso de centrais a gás natural a ciclo combinado (as de menores emissões dentre as termelétricas a combustíveis fósseis)”, explica La Rovere.

Com base nesses resultados científicos, o Painel Intergovernamental em Mudança do Clima, formado por cientistas que dão assessoria técnica à Convenção do Clima (assinada em 1992 para reduzir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global nos países desenvolvidos), continua considerando como nulas sobre o efeito estufa na atmosfera as emissões de gases produzidas por hidrelétricas. “Toda matéria orgânica em decomposição libera gás metano, que é opaco às radiações infravermelhas. Isso ocorre, inclusive, com os resíduos de safras agrícolas, que permanecem no terreno após as colheitas. Não significa que o plantio de arroz, feijão ou soja deva ser proibido”, argumenta o consultor da área de energia Joaquim Ferreira de Carvalho, mestre em Engenharia Nuclear pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Carvalho sustenta que mesmo projetos hidrelétricos de grandes proporções podem ter seu impacto ambiental minimizado. “Esses projetos podem ser concebidos de forma que seus impactos sejam absorvidos pelos ecossistemas amazônicos, conciliando as preocupações dos ambientalistas que sabem o que fazem com os requisitos do desenvolvimento econômico, que depende diretamente da oferta de energia elétrica”, diz o consultor, referindo-se especificamente às usinas do Rio Madeira e de Belo Monte.

Entre as providências capazes de minimizar os danos causados ao meio ambiente, La Rovere – da Coppe/UFRJ – lista a elaboração de Avaliação Ambiental Estratégica dos planos de expansão da geração hidrelétrica; a realização dos inventários hidroelétricos de bacias hidrográficas de acordo com a metodologia de avaliação de impactos ambientais contida no novo Manual de Inventário da Eletrobrás; e o atendimento às recomendações da Comissão Mundial de Barragens quanto à concepção, construção e operação das usinas hidrelétricas de grande porte.
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