Menu
SADER_FULL
segunda, 18 de fevereiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Pesquisa aponta perfis de usuários de crack e consequências da droga

26 Ago 2010 - 11h26Por G1

Especialistas consideram o consumo de crack um problema de saúde pública. A solução, ou pelo menos uma diminuição significativa do número de casos de dependência, é um desafio para as autoridades.

Uma pesquisa desenvolvida pela PUC Minas abordou o assunto. O professor Luis Flávio Sapori, sociólogo, coordenador da pesquisa e do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da universidade, e a professora e antropóloga Regina Medeiros comentam sobre a análise que aborda o assunto.

“Os trabalhos foram realizados ao longo de um ano e meio – de dezembro de 2008 a julho de 2010 – com recursos do Governo Federal e que envolveram professores do curso de Ciências Sociais da PUC e de pesquisadores do Centro Mineiro de Toxicomania (CMT)”, explicou Sapori. O objetivo foi saber como o consumo do crack impacta na segurança e na saúde pública.

“Uma das conclusões é de que não é possível ter um perfil do paciente que usa a droga. Identificamos três diferentes. O psicótico, que tem comprometimento mental por causa do uso do crack. O segundo é o marginal travestido de usuário, que é aquele que, de certa forma, comercializa a droga e vive fugindo da polícia. O terceiro é o que chamamos de neurótico compulsivo, do tipo de paciente que quer tratamento e tem consciência da sua situação”, disse a antropóloga Regina Medeiros.

A especialista fala ainda que, anteriormente, o crack estava relacionado à população mais pobre, aos negros. Atualmente, a droga é encontrada independentemente de sexo, cor, posição social. “A situação é ainda mais grave”, disse Regina.

Sapori falou que o tratamento é muito difícil porque as pessoas estão despreparadas e precisam de um saber aprimorado e de definir metodologias.

“A pesquisa concluiu que o efeito da droga gera violência. O tráfico gera uma epidemia homicídios e roubos”, destacou Sapori.

Segundo a pesquisa, o crack gera um endividamento muito grande por causa da compulsão do usuário. “Daí vem os homicídios. O efeito da droga é muito rápido e a pessoa tem o desejo de consumir compulsivamente. A princípio ele é barato, mas, depois, sai caro”, completou Sapori.

Sapori finalizou dizendo que o problema do crack é um desafio para o próximo presidente da República e que merece uma ação na segurança e na saúde públicas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

O REI ROBERTO CARLOS
Roberto Carlos vestiu rosa e se mostrou contrário a projeto de Jair Bolsonaro
BRIGA NO PLANALTO
Magoado e traído, Bebianno não vai poupar filho de Bolsonaro
TRÁGICO
Mãe do piloto de Ricardo Boechat morre três dias após o filho
OUTROS 10 ESTADOS
Horário de verão termina à meia-noite; relógios devem ser atrasados em 1h
BARBÁRIE
Rosane Santiago Silveira, torturada e morta em sua própria casa
CARRO DE APLICATIVO
Mulher é estuprada após aceitar água e bala em carro de app
VIOLENCIA DOMESTICA
Enquanto Lírio Parisotto era condenado, Luiza Brunet discutia campanha contra violência doméstica
CANALHA
Criança de 4 anos é estuprada no próprio aniversário
HORARIO DE VERÃO
Atrase seu relógio! Horário de verão termina neste sábado(16)
CARCERE PRIVADO
Mulher é chicoteada com fio elétrico pelo marido