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Fátima do Sul, 23 de Outubro de 2017
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15 de Julho de 2004 07h30

Perito confirma que assinatura em carta é de Maluf

O Ministério Público divulgou, hoje, laudos feitos por peritos da Universidade de Campinas (Unicamp) confirmando que a assinatura na carta enviada pelo banco suíço UBS Zurich é de Paulo Maluf. A carta pede a transferência de recursos depositados na Suíça para um banco no Reino Unido.

Quando a carta foi divulgada, Maluf disse que o documento era falso. Peritos contratados por Maluf disseram que a assinatura no documento não é dele.

Os laudos da Unicamp, no entanto, dizem que não há nenhuma chance de o documento ser falso. O perito Ricardo Molina, da Unicamp, analisou a carta em conjunto com especialistas da polícia paulista e assina o laudo que descarta a existência de fraude.

Para Maluf, laudo do MP não tem credibilidade
Durante visita a uma feira de calçados em São Paulo, Maluf contestou a credibilidade do laudo divulgado hoje pelo MP. De acordo com informações da repórter Silvia Ribeiro, do Jornal do Terra, Maluf insinuou que o candidato tucano está por trás dos documentos supostamente falsos divulgados pelo MP.

"Lamento que candidato Serra torne se não só o vampiro da economia, do sangue, mas também o vampiro da baixaria", disse Maluf. Na opinião do político do PP, o MP está agindo de modo eleitoral ao divulgar cartas falsas. Maluf diz que tem laudos que divergem do documento assinado por Molina.

Escrita em inglês, a carta manuscrita e assinada dá instruções para movimentação de dinheiro no exterior. O documento, de dezembro de 1996, é endereçado ao banco UBS, de Zurique, onde Maluf é correntista, segundo extratos bancários enviados da Suíça ao Ministério Público de São Paulo.

"Eu gostaria de transferir todo o dinheiro existente atualmente na fundação White Gold para meus quatro filhos em partes iguais", afirma um trecho da carta, em inglês. O documento pede que a fundação seja encerrada e os investimentos - um total de US$ 100 milhões - distribuídos para uma conta a ser aberta pela empresa Durant International Corporation na agência do UBS em Londres.

O Ministério Público acredita que o dinheiro tem origem ilícita e associa às transferências a obras superfaturadas e escândalos de corrupção na gestão de Maluf na prefeitura de São Paulo, entre 1993 e 1996.

 

Terra Redação

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