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Perícia da PF “demole” a defesa de Renan, relata VEJA

18 Ago 2007 - 09h26

O resultado da perícia da Polícia Federal feita nos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) “demole o frágil mas alardeado álibi do senador, com o qual ele queria demonstrar ter recursos financeiros necessários para pagar suas despesas pessoais sem ter de recorrer aos préstimos de um lobista de empreiteira”. A informação é da revista Veja, edição do dia 22 de agosto.

A PF deve concluir a análise dos documentos somente na segunda-feira (20) e encaminhar os resultados da perícia ao Conselho de Ética do Senado na terça (21). Renan é acusado de ter usado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

Ainda conforme a revista, a perícia concluiu que não há evidência de que os recursos para pagar a pensão alimentícia da filha do senador saíram das suas contas bancárias. Entre os papéis de defesa do senador, segundo a polícia, há notas fiscais frias, recibos falsos e comprovantes de transações com empresas fantasmas. A perícia era a única peça de convencimento que faltava para o conselho concluir o relatório final e pedir a cassação de Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar. A revista afirma que “não falta mais nada”.

O diretor do Instituto Nacional de Criminalística, Clênio Guimarães Belluco, teria dito, na semana passada, aos relatores do caso Renan, Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB), que há dúvidas até se o presidente do Congresso foi realmente dono do milionário rebanho bovino que diz ter vendido a frigoríficos que não existem, relatou a revista.

A Veja relata ainda que o senador Renan Calheiros estaria acuado pelo acúmulo de evidências irrefutáveis e teria autorizado seus aliados a negociar alternativas à cassação. “A exemplo dos negócios do senador, são todas saídas heterodoxas. Uma delas é tão estapafúrdia que poderia ser chamada de Operação Mafrial, em homenagem ao agora notório frigorífico alagoano, aquele das notas frias e dos bois de ouro. Envolveria um acordo entre governo e oposição, e, por seus termos, os parlamentares teriam de aprovar o relatório de Almeida Lima sugerindo apenas a suspensão do mandato de Renan por seis meses”. A intenção do senador seria manter seus direitos políticos.

“A segunda alternativa também envolveria uma aliança entre peemedebistas e a base governista. Eles fechariam questão sobre a absolvição do senador em plenário. Em troca, Renan se afastaria da presidência e apoiaria a eleição de um petista para o cargo”, relata Veja, que supõe ainda que os ministros Walfrido Mares Guia, das Relações Institucionais, e Tarso Genro, da Justiça, teriam dado sinal verde ao acordo quando consultados.

 

 

 

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