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Brasil

Perdigão e Sadia prevêem preços mais altos para a ceia

15 Set 2004 - 15h28
A ceia de Natal do brasileiro poderá ficar mais cara neste ano. O ritmo acelerado das exportações, combinado ao aumento da demanda no mercado interno poderá puxar para cima os preços de aves (peru, chester, entre outros) e suínos. E, ainda, a pressão nos custos das empresas, resultado do aumento de preço das embalagens, do frete e das matérias-primas, por exemplo, poderá levar a um reajuste de até 5% nos preços das aves, informou ontem o diretor de relações institucionais da Perdigão, Ricardo Menezes.

Segundo ele, o mercado está preparado para atender a um crescimento no consumo das aves de até 10%, no Natal. Caso as vendas ultrapassem esse patamar, diz Menezes, a indústria será obrigada a reajustar as tabelas. "Se a demanda no Brasil crescer a uma velocidade muito forte, o preço vai ser um obstáculo para o consumidor. Já enxugamos nossas margens ao máximo, não há como segurar um reaquecimento da demanda em grandes proporções", diz Menezes.

O executivo explicou também que o reajuste dos suínos será "praticamente inevitável" devido ao aumento de 35% nas exportações, no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo ele, não há condições de fazer um remanejamento das exportações para o mercado interno dado o volume de contratos já fechados lá fora, especialmente com a Rússia.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Suína (Abipecs) revelam que no primeiro semestre, as exportações para o país cresceram 7,5%, em relação a 2003. A tonelada dos suínos ficou em US$ 1.359, um aumento de 33,5%, em relação a igual período do ano passado. O Brasil exporta 66% da sua produção para a Rússia. A Abipecs destaca ainda mercados em que as vendas brasileiras avançaram, como na África do Sul, com embarques de 8.137 toneladas (alta de 122%) e Uruguai, com 5.047 (19%).

"Os preços internacionais estão muito atrativos. Além disso, o produtor vinha perdendo muito com a produção de suínos no mercado interno e enxergou nas exportações uma saída para seu negócio. É complicado este remanejamento" , explicou.

O diretor de marketing da Sadia, Gilberto Xandó, confirmou uma nova onda de alta dos preços a partir de novembro para recuperar margem, mas afirmou que a empresa está preparada para atender a demanda no Natal. "Estamos realmente acreditando no reaquecimento da economia. Em caso de um aumento na demanda, a Sadia está preparada para atender o mercado. Vamos analisar a oferta para avaliar o nosso preço".
 
 
Agrolink 

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