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20 de Setembro de 2004 07h45

Peixe vai para Europa

As gôndolas dos supermercados alemães e franceses serão as primeiras a oferecer peixes do Pantanal para o consumidor europeu.
Uma carga com 7,5 mil quilos de filé de pintado e costela de pacu, produzidos em cativeiro em Mato Grosso do Sul, será embarcada nesta segunda-feira com destino ao porto de Santos e, de lá, rumo a Europa, marcando a primeira operação internacional da piscicultura do Estado.
A empresa Mar & Terra, que cria peixes em tanques e opera um frigorífico em Itaporã (Grande Dourados), foi beneficiária do programa de incentivos do Governo do Estado e agora comemora o que espera ser a porta de entrada para um dos mercados consumidores mais exigentes do mundo.
Em operação desde o ano passado, a empresa de Itaporã já tem na sua carteira de clientes permanentes grandes redes do varejo de São
Paulo. A entrada no mercado internacional, segundo a companhia, tende a se intensificar a partir do ano que vem. “É uma perspectiva muito positiva, nós acreditamos que as espécies do Pantanal vão ganhar bastante espaço no mercado internacional e esta primeira exportação tem um papel importante de divulgação em um mercado consumidor muito importante”, diz Reinaldo Manfrin Duarte Júnior, gerente administrativo e financeiro da companhia.
De acordo com o vice-governador e secretário Egon Krakhecke (Planejamento, Ciência e Tecnologia), o desenvolvimento da piscicultura é uma das estratégias do governo do Estado para a diversificação da economia e da pauta de exportações do Estado, gerando emprego e renda. “Aos poucos a cadeia produtiva do peixe vem se consolidando, estamos dando respostas efetivas aos desafios tecnológicos e de mercado e gerando as condições para tornar a piscicultura uma alternativa de produção viável”, afirmou ele, classificando como “bastante animadora” a primeira exportação de peixes produzidos nos tanques de MS para a Europa.
Além de incentivar empresas que ajudem a consolidar a cadeia produtiva, a estratégia governamental para o setor inclui as parcerias com o governo federal para a construção do segundo frigorífico de peixes no Estado (em Mundo Novo) para processar a produção do Cone-Sul, e a implantação do primeiro núcleo tecnológico da piscicultura para gerar as respostas científicas para dar sustentabilidade ao processo produtivo. Este conjunto de ações visa promover um salto das 2,7 mil toneladas de peixes produzidas em tanque no ano passado para 10 mil toneladas em 2007. “O investimento em piscicultura também representa um avanço na preservação do meio ambiente, uma vez que o desenvolvimento da atividade vai reduzir a pressão nos rios do Estado”, aponta Egon.
MISSÃO COMERCIAL
A carga que será embarcada hoje é apenas mais um passo de um caminho que vem sendo percorrido, em conjunto, por agentes públicos e privados. Com a criação da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República (Seap/PR), no ano passado, o Brasil pôs em marcha a estratégia de ampliar a produção da piscicultura e ampliar o espaço do peixe brasileiro no consumo mundial.
Em todo o mundo, a exportação de peixes e crustáceos movimenta cerca de 55 bilhões de dólares por ano. O Brasil, que cresce gradativamente neste setor, já apresenta números expressivos. Em 2002 exportou um volume correspondente a 334 milhões de dólares, em 2003 subiu para 411 milhões de dólares. A previsão para este ano é de 460 milhões de dólares, confirmando a tendência positiva. De acordo com a Seap, A meta é passar a exportação das atuais 33 mil toneladas para 50 mil toneladas até o final de 2005. Para transformar este objetivo em realidade concreta, a Seap e exportadores brasileiros lançaram uma ofensiva para divulgar os peixes brasileiros no exterior. O ministro José Fritsch (Aquicultura e Pesca) articulou duas missões comerciais para a Europa para apresentar, em sessões de degustação, as espécies nativas. O primeiro contato entre a Mar & Terra e o seu importador suíço, que depois vai redistribuir os peixes para França e Alemanha, surgiu em uma dessas missões. “O Mato Grosso do Sul tem dado respostas concretas aos desafios para consolidar a piscicultura e isso vai se reverter numa posição de liderança no setor”, afirma o subsecretário de Planejamento da Seap, David Lourenço. Segundo ele, a produção de peixes de MS tende a crescer sustentada por dois grandes eixos nos próximos anos: os tanques da piscicultura tradicional em pequenas e grandes propriedades e ainda o uso de parte da capacidade dos grandes lagos das represas das usinas hidrelétricas para produzir peixes em tanques-rede.
 
 
Diário MS 
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