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Brasil

Pecuarista de corte diminuiu margem em 7% este ano

4 Out 2004 - 09h38
O pecuarista está perdendo renda neste ano, pois o preço dos insumos para a produção subiu mais que o valor de seus produtos. A maior queda ocorreu entre os produtores de carne do que os de leite.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), o pecuarista de corte diminuiu sua margem em 7% neste ano devido aos custos mais altos, enquanto os preços médios se mantiveram estáveis.

"O setor de carnes, que sempre foi um dos vilões da inflação, está dando uma grande contribuição este ano", avalia Sério De Zen, pesquisador do Cepea/USP. Em oito meses, o preço da carne no atacado caiu 6,9% para uma inflação de 9,5%. A queda da margem para o produtor foi repassada para os frigoríficos, mas as indústrias não foram prejudicadas porque aumentaram as exportações e a carne no mercado internacional está em alta.

Para o pesquisador, os preços estáveis, na média anual - pois atualmente estão em baixa -, são reflexo da maior produção, uma vez que houve crescimento da demanda de 5%. O que ocorreu é que no início do ano esperava-se preços futuros altos na entressafra que fizeram com que os produtores investissem no confinamento. Por outro lado, o segmento de insumos, apostando que o ano seria bom para a pecuária, elevou seus preços. "Tivemos problemas porque os insumos estão atrelados ao dólar", diz Antenor Nogueira, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Além disso, ele admite que houve euforia dos pecuaristas na expectativa de que o boi seria valorizado. Mas, na sua avaliação, não havia necessidade de o frigorífico baixar os preços ao produtor, pois está ganhando com as exportações. Com os preços atuais, Nogueira acredita que em 2005 haverá redução no confinamento e menor oferta de boi. Ele também espera recuperação nos preços para os próximos meses, uma vez que o gado confinado entrou mais cedo no mercado e, futuramente, vai faltar.

O levantamento mostra ainda que o pecuarista mais castigado foi o do Rio Grande do Sul, enquanto o de Mato Grosso do Sul sofreu menos. Isso porque no Sul, apesar dos custos subirem menos, a queda na arroba foi maior. No outro estado, foi o inverso. A explicação para isso é que no Rio Grande do Sul há menos frigoríficos exportadores.

As exportações, que salvaram a os frigoríficos, estão possibilitando ao produtor de leite preços mais remuneradores. Apesar de sofrer aumento nos custos, o pecuarista teve reajuste nos preços recebidos. Segundo o Cepea/USP, os custos da dieta (silagem de milho mais concentrado) subiram 7,5%, enquanto os preços do leite aumentaram 21,8%. No entanto, não estão incluídos os gastos com medicamentos, entre outros. "Há algum tempo os insumos têm subido mais que o preço do leite", diz Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA. "Aparentemente o produtor está conseguindo sobreviver", afirma Leandro Ponchio, pesquisador do Cepea/USP. Para ele, o que tem dado suporte é a expansão das exportações. Segundo a CNA, entre janeiro e agosto as vendas externas superaram todo o ano de 2003, chegando a US$ 49,5 milhões.
 
 
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