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Pastor comenta sobre o "Centro Social" de Jateí

11 Ago 2004 - 15h05

CENTRO SOCIAL JOÃO QUELÉ RAMOS

 

*Adauto Francisco de Moura

 

Era só uma favela, mais uma favela. Gente pobre, miserável, baixo estima, violência, polícia, crianças tristes e barrigudas, brigas, facadas...

Surge uma visão.Temos condições de mudar este quadro ruim em algo bom.

Alguns perguntam porque vamos investir nisso, outros diziam, esta bom assim, céticos meneavam a cabeça resmungando que isso não daria certo e muitos riam.

Muitos enxergam, poucos tem visão.

Projetado, construído, pintura, últimos retoques, 29.06.2002, acontece a inauguração de um espaço preparado para mil e uma utilidades, muita gente foi convidada, pessoas ilustres, políticos, acho que estava lá a cidade toda.

Atenção, a Banda Raio de Luz vai se apresentar e conseguem acrescentar brilhantismo tocando o Hino Nacional e em seguida algumas marchas e evoluções. Que maravilha.

Aqueles antigos moradores, famílias  que estavam a beira do “abismo social” estão agora morando em casas populares e agora são gente.

Qual o nome do recinto?

Centro Social João Quelé Ramos.

Quem é Quelé?

Foi um dos  fundadores da cidade, veio do Ceará com quinze filhos e a busca do “Eldorado” que achou aqui em Jateí. Ajudou a construir, trabalhou, ganhou, perdeu, viveu, agora tem netos e bisnetos que levam adiante a construção do sonho de progresso, morreu, agora entra para a história da cidade tendo seu nome imortalizado  neste Patrimônio Municipal.

O Centro Social João Quelé Ramos esta em plena atividade, tem pessoas boas trabalhando, organizando e produzindo cultura, disciplina, amizade e cidadania. Tem palestras sobre saúde, família, meio ambiente, Fórum DLIS, conferências antidrogas, reuniões dos conselhos, diversão, dança, jogos, ensaios da Banda, lá recebemos os visitantes ilustres e acontecem cursos sobre temáticas das mais variadas.  Pessoas de bem ali tem guarida.

Agora  aquela antiga favela onde gente parecia não ter dignidade são pessoas e agora tem vida.

Mãos qualificadas construíram um viveiro de arvores nativas, um pequeno bosque, tem pau-brasil, peroba, jatobá, angico e vejam só tem até uma árvore originária da Índia, a fulgurosa Teça da Índia, é uma pequena escola, onde futuramente se coletarão  sementes e será proporcionado e estimulado a tal da educação ambiental, (está na moda falar assim), já vemos pássaros voando por lá, flores, borboletas e muitas crianças que perguntam se essas arvores vão ficar grandes logo, sim mais rápido do que pensamos,  nossos filhos ainda brincarão aqui, respondemos. Tudo isso acontece no Centro Social João Quelé Ramos em Jateí. Não tem mais brigas nem tristeza, tem gente e gente orgulhosa, tem cidadania.

 

*Autor: Adauto Francisco de Moura

Pastor Evangélico

Agente de Desenvolvimento-DLIS / Jateí

Cursando 2º ano de História-UFMS / Dourados

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