SUCURI_MEGA
FatimaNews - Notícias de Fátima do Sul e região
Fátima do Sul, 16 de Outubro de 2017
DELPHOS_FULL
18 de Novembro de 2004 18h01

Parreira prevê mais dificuldades em 2005

O próprio Carlos Alberto Parreira deixou escapar, logo após a derrota para o Equador, que a situação da seleção brasileira pode piorar em 2005. A classificação com tranqüilidade para a Copa da Alemanha pode ter sido apenas um sonho. Há chance de velhos traumas do Brasil nas Eliminatórias possam voltar, como pressão e cobranças de imprensa e torcedores, que o treinador queria evitar de qualquer maneira evitar.

"O jogo contra os equatorianos foi só o primeiro dos quatro que eu considero de alto risco nas Eliminatórias. Os outros três são o Uruguai em Montevidéu, a Argentina em Buenos Aires e a Bolívia em La Paz", avisou Parreira.

O fracasso no seu primeiro desafio no Equador fez o próprio treinador relembrar o que falou durante todo o ano. "Eu queria que o Brasil disparasse na frente nas Eliminatórias neste ano e fosse apenas administrando com calma em 2005. Além da derrota para o Equador, acredito que perdemos pontos preciosos em empates com o Uruguai e Colômbia dentro da nossa casa. E as outras seleções foram encostando no Brasil. Foi o contrário do que eu queria", admitiu Parreira.

Se o Brasil perder para os uruguaios, argentinos e bolivianos nos "jogos de alto risco" de Parreira, a classificação para o Mundial deverá ficar bem difícil pela pressão que seria criada. Isso que aterroriza o treinador. Em 1993 ele foi massacrado até que a seleção se classificou na última rodada contra o Uruguai - depois, conquistou o tetra nos Estados Unidos.

Os demais adversários do Brasil nas Eliminatórias, com os quais Parreira não se assusta, são peruanos, paraguaios, chilenos e venezuelanos.

Para evitar que outra vez a seleção sofra para se classificar a um Mundial, Parreira planeja conversar com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para que o dirigente o ajude a melhorar o relacionamento da entidade com os clubes europeus.

O plano é voltar ao esquema que Luiz Felipe Scolari tão bem soube usar: o de convencer os dirigentes europeus, donos de quase a totalidade dos atletas selecionáveis, a liberá-los com maior antecedência. Parreira quer treinar os jogadores para evitar novos vexames.

"Sem tempo para organizar o time não se pode exigir nada. Vamos trabalhar duro e sério para tentar amenizar essa situação. Por mais talento que os jogadores tenham, não dá para apenas colocá-los para bater bola um dia e depois mandá-los a campo enfrentar uma seleção que ficou se preparando com antecedência. Isso porque ninguém tem tantos jogadores na Europa como o Brasil. Vamos tratar de corrigir essa desvantagem", afirmou Parreira.

Para diminuir o efeito da derrota contra o Equador, outra jogada estratégica. O Brasil deverá fazer um amistoso dentro do País na quarta-feira de cinzas de 2005, dia 9 de fevereiro, antes do jogo oficial pelas Eliminatórias contra o Peru, marcado para 26 de março, em Goiânia.

O adversário do amistoso deverá ser fraco, se possível disposto a tomar uma goleada que resgate a confiança do torcedor e da mídia na seleção de Parreira.

 

Estadão

Comentários
Veja Também
FÁBRICA_CALÇADOS
MBO_SEGURANÇA_300
HERBALIFE_300
Últimas Notícias
  
LÉO_GÁS_300
Eventos
dothCom © Copyright FatimaNews - Todos os Direitos Reservados.