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Paralisação dos bancários já completa 20 dias

4 Out 2004 - 07h38

A greve dos bancários continua nesta segunda-feira e completa 20 dias de paralisação. Em assembléia realizada na última sexta-feira em São Paulo, a categoria decidiu manter o movimento por tempo indeterminado. Hoje, às 16h, os bancários voltam a se reunir no centro da capital paulista em nova assembléia.

Apesar da greve, os aposentados que recebem os benefícios hoje não devem ter problema para sacar os recursos. Na sexta-feira, quando começou o pagamento aos aposentados e pensionistas do INSS, a greve não prejudicou o atendimento, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Os cerca de 22,8 milhões de beneficiários do INSS recebem suas pensões e aposentadorias nos primeiros cinco dias úteis de cada mês. Segundo a Febraban, os pensionistas contam com uma rede de 15 instituições privadas, quatro bancos públicos federais e dez bancos públicos estaduais.

Nova proposta

Para tentar acabar com o impasse, na quinta-feira da semana passada, os bancários paulistas decidiram baixar a reivindicação de reajuste salarial de 25 para 19%. A nova proposta, no entanto, foi rejeitada pelos banqueiros, que mantêm a oferta de 8,5% de aumento.

A Executiva Nacional dos bancários, que representa os trabalhadores nas mesas de negociação com os bancos, avaliará hoje a proposta menos de reajuste elaborada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região.

Anteriormente, a assessoria da CNB havia informado que a executiva teria rejeitado a nova proposta dos bancários paulistas, fincando o pé na reivindicação de reajuste de 25%.

Mais tarde, no entanto, a assessoria voltou atrás e afirmou que a proposta dos bancários paulistas não chegou a ser debatida nesta sexta-feira. Ainda assim, segundo a CNB, a Executiva Nacional rejeitou propostas mais flexíveis apresentadas por outros Estados.

Bancos irredutíveis

Em Brasília, fracassou a reunião entre representantes dos bancos e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala, que procurava uma saída negociada para a greve.

"Lamento não ter uma notícia boa para dar, porque essa era a expectativa, mas isso não significa que estejamos decepcionados e desanimados", afirmou o ministro na sexta-feira, segundo o site do TST.

"Explicamos ao ministro Vantuil Abdala que estamos no limite dos custos para se alcançar um acordo", disse o coordenador de negociações trabalhistas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Apostólico.

Abdala reiterou a expectativa de que as duas partes cheguem a um acordo e alertou os representantes dos bancos que, se a paralisação chegar ao ponto de causar prejuízo à sociedade, a solução será o dissídio coletivo para julgar o movimento.

"O dissídio coletivo pode não agradar a uma parte ou a outra ou a ambas, por isso a solução negociada é sempre melhor", disse.

 

 

Invertia

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