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Pará inicia vacinação depois do foco de aftosa

18 Ago 2004 - 09h47
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, convocou na última sexta-feira os pecuaristas dos 15 municípios do arquipélago do Marajó na região. A campanha de imunização começou no último domingo. “A erradicação da doença é fundamental para o crescimento da economia paraense e a manutenção de 400 mil empregos diretos”, afirmou, por telefone. A pecuária responde por 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. O arquipélago do Marajó integra, junto com a região do Baixo Amazonas, a zona de alto risco de aftosa do estado. Os municípios da região têm cerca de 800 mil bovinos e bubalinos, o que representa cerca de 5% de um rebanho superior a 15,5 milhões de cabeças do Pará. A campanha, que se estenderá até 15 de setembro, é realizada nessa época para coincidir com a estiagem na região. Assim, fica mais fácil imunizar os animais. “Queremos ter uma cobertura vacinal próxima de 100%”, enfatiza Xavier. Para alcançar a meta de vacinar praticamente todo o rebanho de 800 mil cabeças, a Faepa promove uma ampla mobilização dos produtores e da comunidade do Marajó. De acordo com Xavier, a campanha também envolve produtores, sindicatos, frigoríficos, laticínios, além da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (AdePará), o Conselho de Medicina Veterinária e a Delegacia Federal de Agricultura (DFA) no Pará. “Reunimos os produtores e mobilizamos agentes da AdePará e extensionistas rurais, além de usarmos tevês, rádios e jornais para incentivar todos a vacinar seus rebanhos”, disse. Carlos Xavier afirmou que o governo estadual venderá vacinas a preços subsidiados no Marajó. A campanha, informou, é patrocinada com recursos do Tesouro estadual e do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec) do Pará. “A participação do governo estadual é essencial para o sucesso da vacinação”, avaliou. O Estado não pode exportar porque tem a zona de alto risco e outra de risco médio, no nordeste.
 
 
Folha de Rondônia

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