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Papa diz que segundo casamento é praga

13 Mar 2007 - 10h28
O papa Bento XVI reafirmou a necessidade do celibato para os sacerdotes e a proibição de divorciados de receber a comunhão no Sacramentum Caritatis, documento divulgado pelo Vaticano, nesta terça-feira, que rege a celebração de missas. "O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a igreja e para a própria sociedade", diz o texto na primeira parte da exortação sobre Eucaristia, Mistério Acreditado.
Ainda no documento, Bento XVI classificou como "uma verdadeira praga" o segundo casamento de pessoas já divorciadas. "Trata-se de um problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai, progressivamente, corroendo os próprios ambientes católicos", diz o documento.
 
Ele defendeu também o uso do latim em grandes celebrações e pediu que se valorize o canto gregoriano na liturgia. "É necessário que se valorize adequadamente o canto gregoriano como próprio da liturgia romana... é necessário evitar a improvisação genérica ou a introdução de gêneros musicais que não respeitem o sentido da liturgia", diz o documento.
 
Recado a políticos
Na exortação apostólica pós-sinodal sobre Eucaristia Sacramentum Caritatis ¿ O Sacramento do Amor, o papa fez recomendações para algumas das questões mais discutidas na Igreja, tendo como base recomendações do último Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2005.
 
No documento divulgado nesta terça-feira, Bento XVI deu ênfase a sua contrariedade com políticos e legisladores assumidamente católicos que defendem leis em desacordo com a posição da Igreja. O Papa disse que eles não devem votar a favor de leis que vão contra a natureza humana e a família construída sobre o matrimônio entre homem e mulher.
 
Segundo vaticanistas, Bento 16 deu um claro recado aos governantes europeus que discutem leis a favor da eutanásia, do casamento entre homossexuais e do aborto. Confirmando recomendação do Sínodo dos Bispos, os divorciados católicos continuarão sem o direito de receber a comunhão. Com relação à falta de padres nas paróquias, o papa manteve a mesma recomendação dos bispos: uma distribuição mais eqüitativa do clero e um trabalho efetivo com os jovens para favorecer a vocação sacerdotal. No texto do documento oficial do Vaticano, Bento 16 reforça a necessidade do fiel católico de confirmar publicamente sua própria fé, principalmente, em momentos em que deve tomar decisões de valores fundamentais e para a promoção do bem comum em todas as suas formas.
 
 
 
Terra Redação

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