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Pai suspeito de tramar morte do filho por Mega-Sena deixa a prisão

31 Mai 2010 - 08h50Por G1

Foi libertado no final da tarde de ontem, Francisco Serafim Barros, 60 anos, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Ele é suspeito de planejar a morte de um dos filhos em razão da disputa por um prêmio da Mega-Sena, informou o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Rodrigo Yossaka.

Barros estava preso desde quinta-feira (27) quando foi detido pela polícia em Cuiabá e foi solto ontem depois de prestar depoimento sobre o caso. Também foram liberados neste domingo quatro homens que, segundo a polícia, foram contratados para praticar o crime - que não chegou a ser executado.

Só permanece na prisão o outro filho do empresário suspeito, Fabiano Leão de Barros. Segundo o delegado, ele também está envolvido no esquema e foi autuado em flagrante por porte de armas. Pai e filho foram indiciados por formação de quadrilha, segundo o delegado.

O Ministério Público havia dado parecer contrário à libertação dos suspeitos

A origem da briga
Segundo as investigações, a desavença começou quando, em julho de 2006, em uma lotérica de Cuiabá, o filho apostou na Mega-Sena e acertou sozinho as seis dezenas. O prêmio era de R$ 28.244.624,32.

“Eu falei: ‘o que eu vou fazer com um dinheiro desse tamanho? Vou ligar para quem? Vou ligar para o meu pai’”, conta ele que, com medo de morrer, não quer se identificar.

Na época, o pai era diretor de um banco estatal, em Belém. O filho sortudo trabalhava como instalador de vidros: “Foi depositado na conta do meu pai, por ele ser um expert em administrar dinheiro. Eu tinha um monte de patrimônio, mas nada no meu nome. Tudo no nome dele”.

Quando o ganhador quis transferir a quantia, o pai não concordou e teve início uma briga judicial, há dois anos.

“Eu falei: ‘pai, eu quero tudo no meu nome’. Aí ele falou que não, que isso não era meu, era bem de família. O patrimônio que ele passou pra mim foi R$ 14 milhões em fazendas de gado”.

O vencedor dos R$ 28 milhões da Mega-Sena, que mora atualmente em Guiratinga, Mato Grosso, entrou na Justiça contra o pai. Quer todo o valor do prêmio de volta. O caso ainda está sendo analisado. A Justiça já determinou o bloqueio de bens de Francisco Serafim Barros.

No sábado, o advogado Ricardo Monteiro, que defende o filho, disse que pai e o filho ganhador da Mega-Sena não se falam há cerca de três anos. O filho foi informado pela polícia sobre os supostos planos do pai.

Investigações
O plano começou a ser descoberto em um posto da Polícia Rodoviária Federal a 50 quilômetros de Campo Grande.

O policial decidiu parar um veículo que já estava deixando a cidade em direção ao estado de Goiás. Dentro estavam dois homens que aparentemente não levantavam suspeita. Mas durante a revista, o policial encontrou arma e munição.

Os homens levavam ainda um envelope com fotos do vencedor da Mega-Sena e da namorada dele. Nervosos, os suspeitos disseram que eram de parentes. Mas um dos policiais rodoviários, Jaques Douglas Barbosa, olhou as fotos e se mostrou espantado com o que classifica de uma enorme coincidência: a moça da foto era prima dele. “Sem dúvida nenhuma, é muita sorte mesmo. Ela nasceu de novo”, contou o policial.

Os dois homes ficaram cinco dias presos. A polícia acredita que o ganhador da Mega-Sena não foi assassinado porque não estava na cidade. “Ganhei uma vez de Deus um dinheiro grande e outra vez de Deus a minha vida de volta”, disse o ganhador do prêmio.

Em depoimento, um acusado de ser matador de aluguel deu a seguinte versão, explicada pelo delegado Ivan Barreira: “Ele disse que foi dito pelo suposto mandante: ‘este cabra está me dando muito trabalho, eu preciso tirar ele do meu caminho, se referindo ao cabra, que seria o filho dele’”.

“Era o cara mais honesto do mundo, o meu pai. Ele não devolver o meu prêmio já era uma coisa que ninguém acreditava nisso. Agora, acontecer de ele mandar me matar, isso é muito mais inacreditável. Eu acho uma ganância muito grande”, desabafou o milionário.

Na fazenda do irmão, Fabiano Leão de Barros, foram encontradas várias armas. Ele e o pai se dizem vítimas de uma armação: “Ele já nos ameaçou de morte varias vezes. Nós já fizemos boletim de ocorrência na polícia. Somos vítimas dele. A gente fica taxado como bandido”, explica o irmão do milionário, Fabiano Leão de Barros.

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