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Fátima do Sul, 18 de Agosto de 2017
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20 de Julho de 2017 13h42

Pacientes são assaltados enquanto esperam atendimento em fila de hospital

Por volta das 5h, os criminosos saltaram do veículo com armas em punho e roubaram pacientes que vieram ao Rio de outras cidades e até de outro estado.

Extra

RIO - Além de amargarem a penúria do sistema de saúde do estado por causa da crise financeira, pacientes do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), cujo laboratório está fechado há três meses, tiveram que viver outros dramas nesta quinta-feira. Na porta da unidade, na rua Moncorvo Filho 90, no Centro, pelo menos quatro pacientes que aguardavam na fila desde a madrugada foram assaltados por um grupo de quatro bandidos — entre eles uma mulher — que chegaram num carro.

 

Por volta das 5h, os criminosos saltaram do veículo com armas em punho e roubaram pacientes que vieram ao Rio de outras cidades e até de outro estado. Eles roubaram a mochila de uma criança de aproximadamente 10 anos que veio de Campos com a mãe para se tratar no Instituto, além de celulares, documentos e jóias de outras pessoas. Fernanda Nogueira Dutra, 32 anos, de Muriaé, Minas Gerais, perdeu o celular e a bolsa com documentos.

— Chegamos às 5h da manhã e ficamos na fila. Tinham umas quatro pessoas. E aí, de repente, parou um carro com um monte de gente. Mulher, homem... e foram puxando tudo da gente. Estavam armados, ninguém reagiu. Como é que a gente ia reagir? Deixamos levarem. Uma pessoa que estava na fila foi embora, porque eu tinha avisado que o laboratório de sangue não estava funcionando. Ela tinha acabado de sair. Uma senhora com uma criança entrou para ir ao banheiro — disse Fernanda chorando.

Fernanda disse que chegou a pedir ao segurança da cabine do IEDE para aguardar na parte interna do Instituto, por causa do horário. No entanto, não recebeu autorização e teve todos os seus pertences roubados. O segurança nem teria visto o crime no local.

— Eu tinha falado com segurança (da cabine do Instituto) para deixar a gente entrar, porque eram 5h da manhã. Mas ele disse que não tinha ordem para deixar o pessoal ficar ali e ninguém viu nada. Roubaram tudo da gente. Estou sem documento, sem dinheiro, sem nada. Liguei para minha amiga para me ajudar. Ela veio me buscar para tentar pegar um documento para eu poder ir embora, e ainda preciso registrar um BO (boletim de ocorrência) — contou ela.

Bandidos assaltaram pessoas na fila no Instituto de Endocrinologia e Diabetes (IEDE), no Centro do RioBandidos assaltaram pessoas na fila no Instituto de Endocrinologia e Diabetes (IEDE), no Centro do Rio Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

 

DIFICULDADE PARA REGISTRAR CRIME

Além do sofrimento de ter perdido a bolsa com documentos e o celular, Fernanda ainda passou por outro constrangimento. Com ajuda de uma amiga, a técnica de enfermagem aposentada Maria de Lourdes Aquino, foi na 17ª Delegacia de Polícia (DP), em São Cristóvão, para tentar registrar o assalto. Mas não foi possível, já que, segundo Maria de Lourdes, um policial identificado como inspetor Luiz se recusou a fazer o registro justificando tratar-se de uma pessoa de outro estado.

— Ele não quis registrar, porque ela estava sem identidade e sem CPF. Se o documento dela fosse do Rio, tudo bem, mas é de Muriaé. Então não pudemos registrar — lamentou Maria de Lourdes.

Depois, com a ajuda da amiga, Fernanda conseguiu pegar a cópia dos documentos no Instituto de Diabetes e Endocrinologia. Ela seguiu para 4ª DP (Central do Brasil) para fazer o registro do assalto e deu mais detalhes de como o assalto aconteceu.

— Uma mulher magra, morena, desceu do carro e pegou as coisas da gente. Tinham umas quatro pessoas na fila. A mãe e o pai da criança tinham entrado no IDE para ir ao banheiro e deixaram ela comigo. Aí (os bandidos) chegaram num carro chique. Achei que fosse gente para entrar na fila. Mas saltou do carro com uma arma. Eu entreguei o celular e falei: "Pelo amor de Deus, não leva a bolsa, que só tinha roupa e documentos daqui do Instituto". Mas foi puxando e levou tudo. Gritamos por socorro. Eram pessoas, mas fazer o quê? Tinha um homem, parece que guardador de carro, que disse que só deu tempo de guardar o celular.

Uma mulher que chegou minutos depois do assalto contou o que ouviu:

— Cheguei minutos depois do assalto e as pessoas estavam apavoradas. A filha de 8 a 10 anos de uma das mães, que vieram de Campos, ficou em pânico ao ter que entregar sua mochila. A mãe dela tinha ido ao banheiro e quando ouviu os gritos da filha correu para socorrê-la. Eu vim de Casimiro de Abreu com meu marido em uma van que a prefeitura cede para nós. Graças a Deus que não houve nada de mais com elas fisicamente, porque a violência não tem hora nem lugar — comentou Crenilda Oliveira.

Uma equipe de reportagem do "Bom Dia Rio", da TV Globo, foi a primeira a chegar no Instituto logo após o assalto. Às 5h20m, A equipe telefonou para o 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) avisando sobre o assalto. Mas somente às 7h um carro da Polícia Militar apareceu. em frente ao Instituto com policiais. Alguns pacientes que foram assaltados ainda estão dentro do Instituto a espera de atendimento.

OUTRO LADO

"Segundo informações do 5º BPM (Praça da Harmonia) policiais foram acionados na manhã desta quinta-feira (20/07), para verificar um assalto no Instituto de Diabetes que fica na rua Moncorvo Filho, Centro. No local, os agentes foram informados que bandidos estavam roubando pacientes que estavam na fila para consulta. Os policiais fizeram um cerco, mas não conseguiram capturar os assaltantes. De acordo com eles, ninguém quis ir á delegacia registrar o caso".

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