Menu
SADER_FULL
quarta, 23 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Oposição pede voto aberto no caso Renan

30 Ago 2007 - 10h57
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB), iniciou com uma hora de atraso a sessão que irá votar o parecer sobre a primeira representação presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), lendo um histórico sobre a crise política envolvendo o Senado, que vem se arrastando há três meses e chegou à exaustão. 
 
"Chegou o momento de deliberarmos conclusivamente sobre o processo", disse Quintanilha, lembrando da troca de relatores e do presidente do Conselho.
 
Antes da votação do parecer, o Conselho precisa decidir se a votação será aberta ou secreta. De um lado, os aliados de Renan querem que o voto seja secreto. Acham que, com o anonimato, o senador teria mais chances. Mas, a oposição está disposta a brigar e ameaça não apresentar o relatório se o voto for fechado. Os defensores do voto aberto têm maioria no Conselho e podem ganhar se essa polêmica for a voto.
 
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB), defendeu o voto aberto no Conselho de Ética. Virgílio sugeriu que se use o regimento da Câmara dos Deputados, já que o regimento do Senado é omisso sobre como deve ser a votação no Conselho. O senador destacou que, no caso do voto de perda de mandato chegar ao plenário, a Constituição é "muito clara" ao determinar o voto secreto. Virgílio disse ainda que não há porque votar às escuras sobre um tema que se arrasta a tanto tempo na Casa.
 
O senador Epitácio Cafeteira (PTB) disse que "até hoje não entendeu" porque os senadores do Conselho "fugiram" de seu voto. Cafeteira foi o primeiro relator do caso, e pediu o arquivamento da representação do PSOL sem ouvir os envolvidos. À época, o presidente do Conselho, Sibá Machado (PT), não permitiu o engavetamento.
 
Dois dos três relatores do processo, os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES), fecharam acordo de que só revelam o parecer conjunto deles - que pede a cassação de Renan - se a votação for aberta. O terceiro relator, Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, já avisou que apresentará parecer pela absolvição do presidente do Senado.
 
Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo. Para comprovar que não precisava de recursos do lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento, Renan apresentou documentos cheios de irregularidades, segundo laudo da PF. Segundo o senador, foram R$ 1,9 milhão em quatro anos. Renan diz apenas que Gontijo é seu amigo pessoal e que intermediava o contato com Mônica por se tratar de um caso extraconjugal.
 
 
Estadão
 

Deixe seu Comentário

Leia Também

ANJO DA GUARDA
Amigo dá lar a mulher que viveu 40 anos internada no HC
MAMATA
General corta contratinho de R$ 30 milhões para manter jornalistas no exterior
PERSISTÊNCIA
Filho de faxineira e porteiro passa em medicina no Paraná
RENOVAÇÃO LICENÇA
Extinção de mais 130 rádios comunitárias no Brasil deve alcançar emissora de Ponta Porã
CENAS FORTES
Vídeo flagra mulher sendo agredida por ex-marido com socos e chutes
GUERRA NO RJ II
Parentes de mortos durante chacina em São Gonçalo e Itaboraí dizem que vítimas eram inocentes
GUERRA NO RJ
Chacina deixa pelo menos 7 mortos na Região Metropolitana do Rio
BBB 19
Famosos protestam contra Maycon por agredir animais e mãe o defende: 'Não é um monstro'
MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física
CASO DE POLÍCIA
Rapaz morre em pátio de motel