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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Oposição pede voto aberto no caso Renan

30 Ago 2007 - 10h57
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB), iniciou com uma hora de atraso a sessão que irá votar o parecer sobre a primeira representação presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), lendo um histórico sobre a crise política envolvendo o Senado, que vem se arrastando há três meses e chegou à exaustão. 
 
"Chegou o momento de deliberarmos conclusivamente sobre o processo", disse Quintanilha, lembrando da troca de relatores e do presidente do Conselho.
 
Antes da votação do parecer, o Conselho precisa decidir se a votação será aberta ou secreta. De um lado, os aliados de Renan querem que o voto seja secreto. Acham que, com o anonimato, o senador teria mais chances. Mas, a oposição está disposta a brigar e ameaça não apresentar o relatório se o voto for fechado. Os defensores do voto aberto têm maioria no Conselho e podem ganhar se essa polêmica for a voto.
 
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB), defendeu o voto aberto no Conselho de Ética. Virgílio sugeriu que se use o regimento da Câmara dos Deputados, já que o regimento do Senado é omisso sobre como deve ser a votação no Conselho. O senador destacou que, no caso do voto de perda de mandato chegar ao plenário, a Constituição é "muito clara" ao determinar o voto secreto. Virgílio disse ainda que não há porque votar às escuras sobre um tema que se arrasta a tanto tempo na Casa.
 
O senador Epitácio Cafeteira (PTB) disse que "até hoje não entendeu" porque os senadores do Conselho "fugiram" de seu voto. Cafeteira foi o primeiro relator do caso, e pediu o arquivamento da representação do PSOL sem ouvir os envolvidos. À época, o presidente do Conselho, Sibá Machado (PT), não permitiu o engavetamento.
 
Dois dos três relatores do processo, os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES), fecharam acordo de que só revelam o parecer conjunto deles - que pede a cassação de Renan - se a votação for aberta. O terceiro relator, Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, já avisou que apresentará parecer pela absolvição do presidente do Senado.
 
Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo. Para comprovar que não precisava de recursos do lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento, Renan apresentou documentos cheios de irregularidades, segundo laudo da PF. Segundo o senador, foram R$ 1,9 milhão em quatro anos. Renan diz apenas que Gontijo é seu amigo pessoal e que intermediava o contato com Mônica por se tratar de um caso extraconjugal.
 
 
Estadão
 

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