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Número de poupanças com mais de R$ 1 milhão dobra no país

15 Set 2010 - 14h24Por

O número de cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 1 milhão praticamente dobrou nos últimos três anos. São 5.759 poupadores.

Eles representam apenas 0,005% do total, mas respondem por 7% dos depósitos, segundo dados do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) divulgados pelo Banco Central. Nesse mesmo período, o total de aplicadores em todas as faixas cresceu quase 20%.

A poupança é oferecida por cerca de 20 instituições financeiras, mas 95% dos depósitos estão concentrados nos cinco maiores bancos. A Caixa Econômica Federal lidera a captação, com 34% dos R$ 340 bilhões depositados. Mais de 90% dos clientes possuem saldo de até R$ 1.500, mas há 1.113 correntistas com saldo superior a R$ 1 milhão.

Segundo o banco, a maioria é composta por pessoas físicas que possuem também outros investimentos e procuram diversificar o risco.

"Para classes emergentes, a simplicidade da poupança é um diferencial muito grande, e, para os de maior renda, ela se apresenta como uma oportunidade de diversificação de investimento", diz o superintendente nacional de clientes de renda básica da Caixa, Humberto Magalhães.

O levantamento mostra ainda que a participação da poupança nos depósitos bancários alcançou, em junho, o maior nível desde dezembro de 2007.

A caderneta chegou a 31% do total de depósitos em produtos garantidos pelo FGC no primeiro semestre, o que inclui todas as aplicações bancárias em renda fixa, exceto fundos de investimento.

Nesse período, a poupança ganhou espaço, principalmente sobre os CDBs. Uma das explicações é que os bancos pagam hoje taxas menores nesse tipo de aplicação, o que reduz a vantagem em relação à poupança.

Quem aplicou R$ 1 milhão no começo do ano na poupança e sacou os recursos no início de setembro, por exemplo, obteve um rendimento de R$ 44.826,50, ou 4,48%. Quem fez um CDB no mesmo período obteve um ganho líquido em média R$ 5.700 superior.

BANCARIZAÇÃO

Os dados da Caixa mostram que o crescimento da poupança está ligado ao processo de bancarização da população, que tem no investimento uma porta de entrada para fazer seu planejamento.

Nesse caso, os principais atrativos são a isenção de tarifas, de tributação e de valor mínimo para aplicação.

O banco também detectou crescimento acima da média no número de correntistas com até 21 anos, o que derruba o mito de que esse é um investimento para pessoas mais velhas e conservadoras.

"O número de jovens com caderneta tem aumentado. São pessoas que querem planejar o seu futuro, juntar dinheiro para compra de bens. E isso está ligado ao aumento da educação financeira", diz o superintendente da Caixa.

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