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Brasil

Número de mortes no Haiti chega a 709

21 Set 2004 - 16h54
O número de mortes no Haiti durante a passagem da tempestade tropical Jeanne aumentou ainda mais nesta terça-feira, chegando a 709, mobilizando a comunidade internacional.

A França anunciou o envio de uma ajuda de emergência a partir da Ilha de Martinica. Cerca de cinco toneladas de equipamentos (tendas, purificadores de água e medicamentos) serão enviados por avião, declarou a porta-voz adjunta do Ministério de Relações Exteriores da França, Cécile Pozzo di Borgo.

Uma missão de avaliação de necessidades também será enviada ao país.

Cerca de 600 pessoas morreram em Gonaïves, uma cidade do noroeste do país que está com os necrotérios abarrotados, e outros 109 morreram em outras regiões também no norte do Haiti, segundo fontes da Cruz Vermelha e da Missão da ONU para a estabilização do Haiti (Minustah).

As autoridades do país temem que o número de vítimas seja ainda mais alta e prevêem encontrar mais corpos à medida que águas baixarem.

A tempestade tropical Jeanne atravessou uma parte do Caribe, deixando ainda 23 mortos na República Dominicana, nove nas Bahamas e outros dois em Porto Rico.

Além dos aviões, os primeiros caminhões transportando ajuda humanitária vão partir nesta terça-feira em direção a Gonaïves, disse Guy Gauvreau, representante do Programa Alimentar Mundial no Haiti, à Radio France Internationale.

ONU/AFP  
Vista aérea da cidade de Gonaives

Gauvreau transmitiu informações tranqüilizadoras sobre a segunda maior ilha do país, a Ilha de La Tortue, situada em frente à cidade de Port-de-Paix (noroeste). As comunicações com a ilha, de 180 km2, estavam cortadas desde o último fim de semana.

Depois de informações alarmistas, helicópteros sobrevoaram a ilha e nada de anormal foi constatado, declarou Guy Gauvreau a RFI.

Já no noroeste do Haiti, os danos materiais são consideráveis. Várias cidades estão inundadas, um grande número de pessoas foi afetado e muitas casas foram destruídas.

A Minustah enviou nesta segunda-feira helicópteros a Gonaïves com a finalidade de entregar alimentos e medicamentos à população atingida. A ajuda humanitária continuará nos próximos dias.

"Não há uma só casa em Gonaïves que não esteja alagada", declarou o primeiro-ministro haitiano, Gérard Latortue, depois de sobrevoar a área de helicóptero.

Originário de Gonaïves, Latortue declarou o norte do Haiti "zona de catástrofe" e decretou três dias de luto nacional. O primeiro-ministro anunciou a intervenção do governo para ajudar as pessoas afetadas.

Antes da chegada da tempestade tropical Jeanne, o Caribe havia sido atingido durante 12 dias pelo furacão, que provocou 108 mortes e grandes estragos, especialmente em Granada, Jamaica e no sul dos Estados Unidos.

Outra tempestade tropical, a Karl, a quinta de importância na temporada, se desloca atualmente sobre o Oceano Atlântico. No entanto, não há previsão de que a Karl, que está localizada a 1.700 km das Pequenas Antilhas, atinja algum território.
 
 
AFp

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