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Nova rotina do BC sustenta dólar, que fecha em leve alta

27 Abr 2007 - 15h57
Após uma sessão com pouca volatilidade, o dólar encerrou em ligeira alta nesta sexta-feira sustentado pela atuação do Banco Central.

A moeda norte-americana encerrou vendida a 2,031 reais, com alta de 0,20 por cento, mesma variação do dólar na semana.

"O mercado esteve comportado... O PIB americano saiu abaixo do esperado, (mas) não chegou a ter repercussão muito forte no mercado", avaliou o gerente de câmbio de um banco internacional, que preferiu não ser identificado.

A economia norte-americana cresceu apenas 1,3 por cento no primeiro trimestre de 2007, o pior resultado em quatro anos. O resultado, que foi acompanhado por inflação maior que o esperado, chegou a afetar os mercados acionários, mas foi contrabalançado em Wall Street por uma nova série de lucros acima das previsões.

Com a trégua no cenário externo, a atenção dos investidores se concentrou na atuação da autoridade monetária. O BC anunciou pela manhã mais um leilão de swap cambial reverso, operação que tem efeito de uma compra futura de dólares. O leilão teve os mesmos moldes da véspera, com 12.700 contratos em volume equivalente a cerca de 600 milhões de dólares.

À tarde, o BC fez mais um leilão de compra de dólares no mercado à vista e aceitou pelo menos sete propostas, segundo um operador.

"Está se tornando uma rotina, atuando pela manhã no swap reverso e à tarde com o pessoal aguardando o leilão à vista", disse o gerente.

Após o comunicado do dia 13, em que o BC dispensou a necessidade de avisar os leilões de swap cambial reverso com um dia de antecedência, o mercado assistiu a uma série de medidas da autoridade monetária para reduzir a previsibilidade das atuações no mercado de câmbio.

Nesta semana, porém, a autoridade monetária deixou de fazer leilão de swap cambial reverso apenas na terça-feira, e a operação desta sexta-feira foi a terceira seguida na primeira metade da sessão.

Para João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer, apesar de as atuações do Banco Central não terem força para reverter a tendência de queda do dólar, elas são responsáveis por sustentar a cotação no atual patamar.

"(O dólar) não cai mais porque o BC tem agido de forma consistente. Se não tivesse vindo para leilão de swap e compras todo dia, o câmbio tinha derretido", afirmou.

Os negócios também foram influenciados nesta sessão pelo início da formação da última Ptax (taxa média do dólar) do mês, que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. Por causa do feriado de 1o maio na terça-feira, alguns investidores anteciparam os ajustes, na opinião dos analistas.

"Vamos ter um dia atípico na segunda-feira", afirmou Medeiros.

 

 

 

G1

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