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13 de Agosto de 2004 18h01

Negros tem menor expectativa de vida no País

Um estudo da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) do Ministério da Saúde mostra que a expectativa de vida dos negros brasileiros é seis anos inferior à dos brancos. A pesquisa, que será apresentado no 1º Seminário Nacional de Saúde da População Negra, na próxima quarta-feira, em Brasília, mostra a dimensão da desigualdade racial no País. Segundo os números, os negros têm 50% a mais de chance de morrer de Aids ou de causas externas (acidentes e violência) e uma renda familiar média equivalente a apenas 42% da renda de famílias brancas.

O estudo argumenta que os negros do Brasil não têm o mesmo acesso aos serviços de saúde e, por isso, estão mais expostos aos riscos de adoecer e morrer do que os brancos. A expectativa de vida dos negros ao nascer, por exemplo, é de 68 anos, em comparação com 74 para os brancos.

Discriminação
Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo e Instituto Rosa Luxemburgo Stufting em 2003 revelou que entre as pessoas negras que se sentiram discriminadas no setor de saúde, 68% o foram no hospital.

Um outro estudo mais recente constatou que as mulheres negras e pardas referiram menor grau de satisfação do que as brancas em relação ao atendimento recebido no pré-natal, parto e em relação ao cuidado oferecido ao recém-nascido.

Os negros também estão mais sujeitos à violência e acidentes. No triênio 1998-2000, 25% dos óbitos declarados para os homens negros foram atribuídos às causas externas. Para os brancos, o percentual foi de 16%.

A mortalidade dos negros é maior do que a dos brancos em quase todos os tipos de doença listados pela Classificação Internacional de Doenças (CID10), segundo uma pesquisa publicada neste ano. No combate à Aids, os negros também se encontram em situações de desvantagem.

Desigualdade econômica
De acordo com um levantamento, em 2000, a taxa de mortalidade por Aids no país foi de 11 por 100 mil para as mulheres brancas e 21 por 100 mil para as negras. Entre os homens, os índices são de 22,77 por 100 mil para os brancos e 41,75 por 100 mil para os negros.

A situação de desigualmente vivida pelo negro no setor da saúde reflete, segundo a coordenadora do texto, Fernanda Lopes, a desigualdade verificada no plano sócio-econômico.

Um outro estudo revisto pela autora do texto revela que, em 2001, a renda domiciliar per capita média nos domicílios com chefia negra correspondia a 42% dos valores observados nos domicílios de chefia branca. "O baixo nível de renda seja individual ou domiciliar per capita restringe as liberdades individuais e sociais dos sujeitos fazendo com que todo o seu entorno seja deficiente, desgastante e gerador de doença", afirma o relatório.

O estudo "Experiências Desiguais ao Nascer, Viver, Adoecer e Morrer: Tópicos em Saúde da População Negra no Brasil" foi patrocinada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em parceria com o Banco Mundial, órgãos que desenvolvem o Programa de Combate ao Racismo Institucional no Brasil e o Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFDI, na sigla em inglês).
 

 

BBC Brasil

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