Menu
LIMIT ACADEMIA
domingo, 15 de setembro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Negros tem menor expectativa de vida no País

13 Ago 2004 - 18h01
Um estudo da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) do Ministério da Saúde mostra que a expectativa de vida dos negros brasileiros é seis anos inferior à dos brancos. A pesquisa, que será apresentado no 1º Seminário Nacional de Saúde da População Negra, na próxima quarta-feira, em Brasília, mostra a dimensão da desigualdade racial no País. Segundo os números, os negros têm 50% a mais de chance de morrer de Aids ou de causas externas (acidentes e violência) e uma renda familiar média equivalente a apenas 42% da renda de famílias brancas.

O estudo argumenta que os negros do Brasil não têm o mesmo acesso aos serviços de saúde e, por isso, estão mais expostos aos riscos de adoecer e morrer do que os brancos. A expectativa de vida dos negros ao nascer, por exemplo, é de 68 anos, em comparação com 74 para os brancos.

Discriminação
Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo e Instituto Rosa Luxemburgo Stufting em 2003 revelou que entre as pessoas negras que se sentiram discriminadas no setor de saúde, 68% o foram no hospital.

Um outro estudo mais recente constatou que as mulheres negras e pardas referiram menor grau de satisfação do que as brancas em relação ao atendimento recebido no pré-natal, parto e em relação ao cuidado oferecido ao recém-nascido.

Os negros também estão mais sujeitos à violência e acidentes. No triênio 1998-2000, 25% dos óbitos declarados para os homens negros foram atribuídos às causas externas. Para os brancos, o percentual foi de 16%.

A mortalidade dos negros é maior do que a dos brancos em quase todos os tipos de doença listados pela Classificação Internacional de Doenças (CID10), segundo uma pesquisa publicada neste ano. No combate à Aids, os negros também se encontram em situações de desvantagem.

Desigualdade econômica
De acordo com um levantamento, em 2000, a taxa de mortalidade por Aids no país foi de 11 por 100 mil para as mulheres brancas e 21 por 100 mil para as negras. Entre os homens, os índices são de 22,77 por 100 mil para os brancos e 41,75 por 100 mil para os negros.

A situação de desigualmente vivida pelo negro no setor da saúde reflete, segundo a coordenadora do texto, Fernanda Lopes, a desigualdade verificada no plano sócio-econômico.

Um outro estudo revisto pela autora do texto revela que, em 2001, a renda domiciliar per capita média nos domicílios com chefia negra correspondia a 42% dos valores observados nos domicílios de chefia branca. "O baixo nível de renda seja individual ou domiciliar per capita restringe as liberdades individuais e sociais dos sujeitos fazendo com que todo o seu entorno seja deficiente, desgastante e gerador de doença", afirma o relatório.

O estudo "Experiências Desiguais ao Nascer, Viver, Adoecer e Morrer: Tópicos em Saúde da População Negra no Brasil" foi patrocinada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em parceria com o Banco Mundial, órgãos que desenvolvem o Programa de Combate ao Racismo Institucional no Brasil e o Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFDI, na sigla em inglês).
 

 

BBC Brasil

Deixe seu Comentário

Leia Também

CASO DE POLÍCIA
Catador de reciclável recebe mochila com bebê congelado dentro
LUTO NA MÚSICA
Cantor sertanejo morre após carro bater em árvore em rodovia de MS
FAMOSOS
David Brazil causa ao expor bumbum de Anitta sem ela saber
ACIDENTE FATAL
Câmera de segurança registrou acidente fatal de enfermeira. VEJA O VÍDEO
MONSTRUOSIDADE
Homem que matou mãe e filha em Cascavel escreveu carta. Bebê tomou mamadeira “batizada”
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Mulher e marido são presos suspeitos de estuprar menina de 11 anos que dormia na casa deles
SUPERSTIÇÃO
Primeira sexta-feira 13 do ano com noite de lua cheia pode ser perigosa, alerta taróloga
ESPORTE
Poderá o poker se tornar olímpico?
BORA PRA BONITO - MS
Conheça as belezas do Parque das Cachoeiras em Bonito (MS)!
FAMOSIDADES
Vera Fischer é vista brigando em hotel, e uso de bebida alcoólica preocupa amigos