Menu
SADER_FULL
quarta, 23 de janeiro de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Não é preciso ser jurista para ter sentimento de justiça, diz Marisa

11 Jul 2007 - 15h14
A Senadora Marisa Serrano, relatora do processo contra o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) no Conselho de Ética voltou a rebater nesta quarta-feira (11/04) as críticas do parlamentar alagoano na última terça-feira, numa das sessões mais tensas da história do Congresso Nacional. "Posso não ser jurista, mas entendo de ética. A situação Renan é muito desconfortável já que ele é o líder maior do Congresso, a voz dele é a do Parlamento. E essa voz está sendo permanentemente questionada", disse.
 
Marisa ainda acrescentou que não é preciso "compreender profundamente filigranas jurídicas para ter senso de justiça", afirmou, salientando ainda que o "senador Renan, mesmo sendo advogado e conhecendo leis e petição está sendo questionado por toda a sociedade e por parcela ponderável de seus pares por ter ultrapassado os limites da ética e do decoro parlamentar", argumentou.
 
"Engraçado, o senador Renan tem problemas legais, está correndo risco de perder o cargo, e sou eu quem não conhece a legislação", ironizou a senadora.

O desconforto começou quando Renan afirmou, durante discussão com o líder Arthur Virgílio (AM) em plenário, que Marisa "não estaria à altura do que o PSDB representa para assumir a relatoria". O ataque foi uma resposta às preocupações demonstradas pela senadora com as intervenções realizadas pelo advogado de Calheiros no processo. O líder reproduziu em plenário a manifestação de Marisa durante reunião da bancada tucana.
 
Após ouvir as declarações do presidente da Casa, Virgílio reagiu: "Renan não tem nada a ver com a indicação que fiz ao nomear Marisa para o conselho. Isso está fora da alçada dele." E acrescentou: "Ela está apenas cumprindo o seu papel de investigar, missão que o partido a incumbiu. Não estou preocupado se Renan está satisfeito ou não. A minha preocupação é com a instituição Senado Federal."
Com o apoio do líder do Democratas, José Agripino (RN), o tucano decidiu ainda pela obstrução da votação das matérias do dia, o que acabou se concretizando. "O presidente foi indelicado com a senadora Marisa Serrano e a obstrução é também por conta disso", explicou. Já Marisa preferiu não polemizar. "Foi uma agressão gratuita", disse. A senadora explicou que o questionamento dos relatores se referia à decisão do advogado de Calheiros, Eduardo Ferrão, de recorrer do arquivamento do relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que se afastou por problemas de saúde
A parlamentar explicitou ainda as dificuldades de se investigar o senador alagoano, sem que o mesmo afaste da presidência. "Quero fazer um trabalho sério, sem pressão e com correção. E a insistência do PSDB, do DEM e de outros partidos para que ele deixe o comando da Casa, durante a apuração do caso, tem como objetivo evitar a contaminação das investigações", concluiu Marisa.
 

 
 
Dante Filho e Agência Tucana

Deixe seu Comentário

Leia Também

FAMOSIDADES
Aos 67 anos, Amado Batista assume namoro com jovem de 19 anos de idade
LUTO - TV
Ator Caio Junqueira morre no Rio uma semana após acidente
ANJO DA GUARDA
Amigo dá lar a mulher que viveu 40 anos internada no HC
MAMATA
General corta contratinho de R$ 30 milhões para manter jornalistas no exterior
PERSISTÊNCIA
Filho de faxineira e porteiro passa em medicina no Paraná
RENOVAÇÃO LICENÇA
Extinção de mais 130 rádios comunitárias no Brasil deve alcançar emissora de Ponta Porã
CENAS FORTES
Vídeo flagra mulher sendo agredida por ex-marido com socos e chutes
GUERRA NO RJ II
Parentes de mortos durante chacina em São Gonçalo e Itaboraí dizem que vítimas eram inocentes
GUERRA NO RJ
Chacina deixa pelo menos 7 mortos na Região Metropolitana do Rio
BBB 19
Famosos protestam contra Maycon por agredir animais e mãe o defende: 'Não é um monstro'