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Municípios aliados recebem mais verbas federais

5 Ago 2004 - 07h05
Os maiores municípios administrados por partidos da base aliada do governo federal estão recebendo, em média, quatro vezes mais investimentos do que a média das grandes cidades governadas pela oposição. Nas 15 cidades com maior média de recursos, 12 Prefeituras são do PT.

Reportagem da Folha de S. Paulo publica dados do Sistema de Acompanhamento de Gastos Federais (Siafi) atualizados até o dia 2 de agosto. Dos 70 maiores municípios do país, aqueles administrados pelos partidos governistas recebem em média R$ 1,4 por habitante. Já para as cidades governadas pelos partidos da oposição a Lula, as verbas federais são R$ 0,33 por habitante.

Os recursos avaliados são aqueles destinados exclusivamente a investimento, ou seja, não incluem as transferências obrigatórias nem verbas de custeio, informa a Folha.

Aracaju, administrada por Marcelo Déda (PT), candidato à reeleição, é a campeã no recebimento de verbas federais. São R$ 3,1 milhões de recursos já pagos, média de R$ 6,4 por habitante, além de outros R$ 22,6 milhões empenhados.

A segunda cidade mais beneficiada é Teresina, administrada pelo PSDB. A capital piauiense tem uma média de liberação de R$ 5,6 por habitante. Recife, administrada pelo petista João Paulo, também candidato à reeleição, aparece em terceiro lugar, com R$ 4,4 milhões liberados de investimentos no período, média de R$ 3,3 por habitante.

Os empenhos das 43 maiores cidades administradas por governistas somavam R$ 295 milhões, e já haviam sido liberados R$ 54 milhões. As 26 maiores cidades administradas pela oposição somavam R$ 71 milhões de empenhos, contra R$ 7,1 milhões de liberação.

São Paulo é a cidade que, em termos absolutos, recebe mais recursos no país: são R$ 52,5 milhões de empenhos, sendo que R$ 15,6 milhões já foram liberados

"É a utilização descarada da máquina em favor dos candidatos deles", afirmou o deputado Pauderney Avelino (PFL-AM), integrante da Comissão de Orçamento do Congresso.

De acordo com o jornal, as assessorias de imprensa dos ministérios do Planejamento e da Coordenação Política afirmaram as liberações de verbas obedecem às prioridades e aos mecanismos de cada ministério ao qual o projeto esteja vinculado. Guido Mantega e Aldo Rebelo já negaram possíveis motivações políticas.

 

Terra Redação

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