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Brasil

Multinacional da soja investirá em nova unidade no Mato Grosso

7 Ago 2007 - 16h12

A Bunge, multinacional com sede nos Estados Unidos, incrementa sua estrutura logística no Brasil para elevar a rentabilidade e ampliar o esmagamento de soja. Sergio Roberto Waldrich, presidente da Bunge Alimentos, afirmou que a empresa investirá na construção de uma nova unidade no Mato Grosso, que substituirá as operações da unidade de Rondonópolis (MT), hoje com capacidade estática para esmagamento de 5 mil toneladas por dia. 

O local onde será instalada a unidade ainda é mantido em sigilo mas, conforme o presidente da empresa, a unidade ficará mais próxima da Ferronorte, para reduzir custos com transporte. Hoje parte do transporte da soja processada em Rondonópolis é feita por rodovias. "Hoje a margem que se obtém com a soja corresponde a 10% do custo logístico. Se a logística for inadequada, a margem é negativa", afirmou Waldrich. 

A nova unidade terá capacidade para processar 4 mil toneladas de soja por dia e a produção, conforme Waldrich, será destinada principalmente à produção de óleo para biodiesel. A expectativa é que a unidade comece a operar no fim de 2008. "Estamos fazendo uma readequação da capacidade de esmagamento de soja no Brasil, para receber maior volume de soja na próxima safra sem comprometer os custos logísticos", afirmou. Conforme o executivo, também serão promovidas mudanças na estrutura de outras unidades, localizadas em Luís Eduardo Magalhães (BA), Luziânia (GO), Uruçuí (PI), Ponta Grossa (PR) e Passo Fundo (RS). 

Neste ano, a Bunge investirá no Brasil US$ 500 milhões, mesmo montante aportado em 2006. A empresa realizou investimentos de R$ 220 milhões no Terminal de Grãos de Guarujá (TGG), inaugurado em março - projeto realizado em parceria com a América Latina Logística (ALL) e Amaggi (braço exportador do Grupo Maggi). O terminal tem capacidade para 4 milhões de toneladas de produtos que, até 2010, será ampliada para 6 milhões de toneladas. A empresa investe no Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), da Fertimport, ALL e Bunge, para ampliar a capacidade de 1,4 milhão de toneladas para 3 milhões até 2010. 

"A Bunge também vai investir no porto de Paranaguá, onde já possui estrutura portuária, mas antes o grupo aguarda as obras de aprofundamento dos calados para a atracação de navios de maior porte", afirmou Waldrich. Em março, complementou, a Bunge também iniciou a construção de um moinho de trigo em Ipojuca (PE), com capacidade para produzir 825 mil de toneladas de farinha de trigo por ano. A unidade terá aporte de R$ 126 milhões e entrará em operação dentro de três anos. 

Na avaliação de Waldrich, a safra 2006/07 de grãos superou expectativas. Conforme ele, a Bunge processou 10% mais na safra 2006/07. A empresa comercializa em torno de 26% da safra brasileira de soja, que no ciclo 2006/07 alcançou 58,04 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Waldrich confirmou que a empresa obteve melhor rentabilidade neste ano, mas não forneceu detalhes. Em 2006, a Bunge Alimentos registrou receita bruta de vendas de R$ 10,604 bilhões e prejuízo líquido de R$ R$ 84,164 milhões. "A safra foi melhor em volume, mas foi penalizada pela valorização do real frente ao dólar, que baixou de R$ 2,20 para R$ 1,90", observou. Para ele, há perspectiva de nova safra recorde em 2007/08. "Os preços das commodities estão melhores e dado o aumento das vendas de insumos no país, tudo leva a crer que os produtores vão investir no aumento de produtividade", avaliou. 

O presidente da Bunge observou ainda que os estoques mundiais de grãos estão baixos - principalmente do trigo e do milho - e que o cenário indica novos aumentos nos preços internacionais. "O consumo crescente de alimentos na Ásia e a nova demanda por bioenergia tornam o cenário muito favorável para o agricultor", diz. 

Ainda conforme Waldrich, o país também deve apresentar bom desempenho na área de milho. "A demanda mundial por milho é uma realidade", afirmou. Conforme ele, a Bunge deverá exportar entre 3 milhões e 4 milhões de toneladas de milho neste ano, o que equivalerá a aproximadamente 40% das exportações brasileiras. 

 

 

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