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8 de Novembro de 2004 15h50

Mulheres são maioria no ensino médio em 73% dos municípios

 

Em 73% dos municípios brasileiros, as mulheres são maioria no ensino médio, como alunas e como professoras (83%). O maior índice é no estado do Piauí e o menor, em Minas Gerais. E elas representam 56,5% dos inscritos no ensino superior e 62,9% dos que o concluem.

Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Tarso Genro, na abertura do encontro da Organização das Nações Unidas pela Educação das Meninas (Ungei), no Hotel Nacional. O encontro faz parte da IV Reunião do Grupo de Alto Nível de Educação para Todos, promovida pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A reunião vai até quarta-feira (10).

O ministro afirmou que "a questão de gênero não está balizada somente pelo sistema normativo, mas pela questão do preconceito, da cultura e da centralidade do masculino na relação familiar". Acrescentou que o alto percentual de mulheres entre os professores está relacionado aos baixos salários do ensino básico. "Por ser considerado um emprego secundário e complementar em termos de mercado de trabalho, as mulheres têm mais presença. A solução não é uma política de ‘masculinização’ do magistério mas de melhoria profunda, planejada e sistemática do salário dos professores. E o governo está realizando um conjunto de reformas nesse sentido", informou.

Tarso Genro disse ainda que a fase atual do governo Lula em relação à educação é a da universalização do acesso. No país, 97% das crianças estão matriculadas no ensino fundamental. A fase seguinte, explicou, será a da qualidade no ensino básico. Mas "os índices de evasão escolar são grandes, a taxa de repetência é elevada, o sistema de educação fundamental não é de boa qualidade – é irregular no território nacional –, a infra-estrutura escolar e a remuneração dos professores não são satisfatórias", lembrou o ministro.

Para Marie-Pierre Poirier, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil conseguiu progredir no primeiro desafio, o do acesso. "A qualidade da educação e a eqüidade – para ter certeza de que a origem social, o nível de pobreza da família, a cor da pele e o gênero não tenham impacto na capacidade da criança de receber educação de qualidade – são um desafio em toda a América Latina", salientou.


 

Agência Brasil

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