Menu
SADER_FULL
segunda, 21 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
CANTINA BAH
Brasil

Mudança de comportamento é principal desafio para diabéticos

3 Jul 2010 - 10h54Por UOL

Mudar um comportamento adquirido durante anos, como o de comer o que se quer, é mais difícil do que parece. Para pessoas que descobrem o diabetes tipo 2, em geral após os 40 anos, controlar os gramas de carboidratos consumidos a cada refeição, abandonar os pratos gordurosos e doces e reduzir a quantidade de alimento é mais difícil até do que as picadas para medir a glicose ou tomar insulina.

Todo paciente é orientado sobre os riscos do excesso de açúcar no sangue, como a predisposição a infartos, derrames, doença renal crônica, cegueira e amputação de membros (porque muitos diabéticos perdem a sensibilidade de partes do corpo e eventuais feridas abrem caminho para infecções). Mas todas essas informações não bastam para vencer o desejo de ter uma vida como a da maioria, que come um docinho depois da refeição e toma uma cerveja no fim de semana.

Profissionais de saúde

Promover mudança de comportamento é um desafio, também, para os profissionais de saúde que lidam com diabéticos. Às vezes é preciso recorrer à criatividade para ensinar o paciente a se alimentar direito e cuidar da saúde. Especialmente quando se trata de crianças ou analfabetos. A necessidade de educar esse público fez com que a enfermeira Maria das Graças Velanes, do Cedeba, criasse uma série de jogos, que ensinam a quantidade de carboidrato de cada alimento, a administrar a medicação e a cuidar dos pés de forma lúdica. A iniciativa teve tanto efeito que o material foi patenteado e passou a ser comercializado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Programas de educação também são essenciais para médicos e outros profissionais que atuam na atenção básica à saúde, rede de entrada dos pacientes no sistema público. “Em cidades do interior do Brasil, o médico muitas vezes não tem informação para lidar com o jovem que sofre de diabetes”, ressalta a endocrinologista Denise Reis Franco, coordenadora de educação da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ).

Assim como o Cedeba orienta centros de atenção básica em toda a Bahia e promove educação à distância, a ADJ também promove um curso de qualificação para profisionais de saúde que já envolveu 800 profissionais de nove cidades brasileiras.

*A editora viajou ao "Diabetes Summit for Latin America" a convite da WDF, da Organização Pan-Americana de Saúde (Paho) e do Ministério da Saúde

Deixe seu Comentário

Leia Também

MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física
CASO DE POLÍCIA
Rapaz morre em pátio de motel
MINISTRA DO MS NO GOVERNO BOLSONARO
Ministra Tereza Cristina garante fortalecer cadeia do leite e agricultura familiar
PROBLEMAS MENTAIS
Casal é brutalmente agredido a enxadadas pelo filho
BARRADO
Filho do cantor Marciano diz ter sido impedido de ir no velório do pai
A COBRA VAI FUMAR - SEGURANÇA NO MS
MS fecha o cerco contra a violência na fronteira em mega operação
LUTO NA MÚSICA
Marcelo Yuka, fundador do Rappa morre aos 53 anos
ROTEIRO ESPECIAL PARA O RIO DE JANEIRO
Roteiro diferente para continuar conhecendo o Rio de Janeiro
DICA DE TURISMO E FÉRIAS
Dicas para curtir uma temporada em Arraial do Cabo
LUTO - ESPORTE
Morre Jackelyne da Silva, ginasta da seleção brasileira, aos 17 anos