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Fátima do Sul, 14 de Dezembro de 2017
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28 de Setembro de 2004 10h49

MST retoma protestos em MS após as eleições

O coordenador do MST, Márcio Bissoli, anunciou ontem que os protestos pela agilização da reforma agrária serão retomados em Mato Grosso do Sul, após as eleições.
Segundo ele, 17 mil famílias de sem-terra, entre elas seis mil do MST, aguardam assentamento desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Até agora tudo está na promessa; não houve nenhum assentamento no Estado”, reclama.
O governo, na avaliação do coordenador, preocupado com números, prioriza a reforma agrária no Nordeste, onde a terra é bem mais barata. Lula prometeu assentar um milhão de famílias em quatro anos.
No Nordeste, o governo consegue assentar uma família ao custo de R$ 70 mil. Em MS, a terra custa bem mais caro, em torno de R$ 10 mil por um hectare. A estratégia então é reduzir a área destinada a cada família. Sofre com o mesmo problema, os Estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Na outra parte da Fazenda Itamarati (24 mil hectares), por exemplo, o Incra pretendia destinar sete hectares para cada família, segundo Bissoli. “Nós protestamos e conseguimos negociar, elevando a área para 12 hectares”, revela. Segundo ele, uma família precisa de no mínimo 15 hectares de terra para viver com dignidade.
O coordenador do MST atribui a paralisação do processo de assentamento também à incompetência do governo e a greve no Incra, no início do ano. “As áreas deixaram de ser vistoriadas; agora o governo não tem terra improdutiva para assentar as famílias e acaba tendo que comprar”, lembra. As informações são do Diário MS.

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