Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
domingo, 21 de abril de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

MST quer reduzir tamanho de lotes em assentamentos

28 Abr 2007 - 10h24

Ao ver estagnado o número de acampados desde o início da primeira gestão petista, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) quer agora que o governo federal diminua o tamanho dos lotes para conseguir espremer o máximo de lavradores em novos projetos de assentamento.

Ciente dos limites do governo Lula para avançar com a reforma agrária, o MST sugere que o Incra encaixe o maior número possível de sem-terra nas áreas desapropriadas.

O movimento sofre pressão da base para que o governo acelere o assentamento dos acampados. Quer evitar, por exemplo, que um acampamento com 200 famílias se transforme em assentamento para 150.

Hoje a média nacional é de 34 hectares por lote. Esse número tende a ser maior no Norte, onde há extensões de terras públicas federais disponíveis, e menor no Sul, no Sudeste e no Nordeste, onde está a base do MST e as áreas desapropriáveis são cada vez mais raras.

Já houve casos, em Mato Grosso do Sul e São Paulo, que, após uma negociação com os sem-terra, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) dividiu um assentamento em lotes de 11 hectares e 8 hectares, por exemplo.

A idéia do MST é que o aperto nos lotes seja compensado com a proximidade dos novos assentamentos de centros estruturados, com estrada de acesso e infra-estrutura.

"Com os lotes menores, diminui-se mais rápido o número de acampados. Mas isso sempre tem que ser feito acompanhado da proximidade dos assentamentos a centros estruturados, para garantir o escoamento da produção", disse Marina dos Santos, da coordenação nacional do MST.
Para Rolf Hackbart, presidente do Incra, a diminuição dos lotes somente ocorrerá diante da possibilidade técnica.

"O tamanho da área por família tem que ser o resultado de um conjunto, como formas de produção, clima, condições do solo, proximidade com centros estruturados", disse Hackbart.

Carta a Lula - A sugestão do MST faz parte de uma carta a Lula, protocolada no Planalto. "Precisamos de um novo modelo de assentamentos que amplie o número de famílias assentadas numa mesma área", afirma o texto.

O número de acampados do MST explodiu após a eleição de Lula, em 2002. Milhares de famílias ergueram barracos de lona às margens de rodovias com a expectativa de uma reforma agrária ampla e de curto prazo.

Em seis meses, o número de acampados subiu de 70 mil para 200 mil famílias. A maioria dos acampados, porém, está em regiões nas quais o governo federal não conseguiu avançar com a reforma agrária.

 

 

 

Folha Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

DOENÇA DO SÉCULO
Yasmim Gabrielle, do ‘Programa Raul Gil’, se suicida após depressão
FATALIDADE
Bebê morre após ser esquecida pelo pai por três horas dentro do carro
IRRESPONSABILIDADE
Bebê de 1 aninho entra em coma alcoólico após pai dar cachaça com refrigerante
BONITO - MS - DICA AGÊNCIA ECO TOUR
Confira agora os 5 passeios mais românticos de Bonito (MS)
EM ÁUDIO VAZADO
Em áudio, Onyx diz que governo deu 'uma trava na Petrobras', caminhoneiros podem ficar sossegados
EMOÇÃO E RECOMEÇO
Mãe e filho se reencontram em hospital após desabamento de prédios
ACIDENTE FATAL
Três morrem em explosão provocada por vazamento de botijão de gás
NOVA PARALISAÇÃO
Ala dividida de caminhoneiros falam em greve no próximo dia 29 em todo o Brasil
CAMPO BELO RESORT - PARAÍSO É AQUI
Com noite Árabe e Italiana, PACOTE do dia 03 a 05 de maio já disponível para o Campo Belo Resort
NEGLIGÊNCIA FUNCIONAL
Menino de 12 anos foge de casa, burla esquema de segurança e embarca em avião