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MS tem primeiro Centro Tecnológico do Couro do Centro-Oeste

5 Out 2004 - 10h53
Ao inaugurar o Centro Tecnológico do Couro, dia 14, o governador Zeca do PT coloca Mato Grosso do Sul na liderança da região Centro-Oeste em pesquisas científicas para perseguir a melhoria constante da qualidade do produto. Os governos federal e estadual investiram R$ 1,8 milhão no projeto até o momento, mas para atingir os objetivos propostos o Centro conta com parceiros importantes: Federação de Agricultura (Famasul), Embrapa Gado de Corte, serviços do Sistema S (Senai, Sebrae, Senar), Federação das Indústrias (Fiems), sindicatos das indústrias do couro, da carne e dos calçados, Universidade Federal (UFMS) e Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp).

O CTC foi construído em uma área cedida pela Embrapa, na saída para Aquidauana. As obras tiveram início em janeiro do ano passado e custaram ao Estado em torno de R$ 530 mil. Consistem em um depósito de materiais, um barracão de 500 metros quadrados que abriga os equipamentos para curtir o couro, um poço artesiano e três sistemas de tratamento de afluentes que garante o reaproveitamento total da água utilizada e risco zero de contaminação ambiental, assegura o coordenador do projeto, Edson Espíndola Cardoso.

“É uma iniciativa inovadora, a primeira da região Centro-Oeste, um exemplo de que é possível operar um curtume em larga escala fazendo o reciclo e o reaproveitamento integral dos produtos químicos e da água usados no processamento.” Nos três Estados da região Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) estão concentrados 36% do rebanho bovino do país.

O Centro se destina à pesquisa científica para melhoria da qualidade do couro bovino, assessoramento e prestação de serviços técnicos, formação e capacitação de mão-de-obra à indústria de curtimento de peles. A idéia é oferecer cursos de pós-graduação em parceria com as universidades para profissionais da área que pretendam se especializar na tecnologia de curtimento.

Processo - O Centro de Tecnologia do Couro será implantado em duas fases: na primeira o produto é beneficiado até o estágio wet blue (curtimento) e na segunda é amaciado e recebe o tratamento final para ser utilizado pela indústria. Edson Cardoso explica que, por enquanto, o CTC vai operar apenas nessa primeira fase. Será necessário construir outro pavilhão de 670 metros quadrados e investir em mais equipamentos para se chegar ao beneficiamento total do couro, o que está previsto no projeto, mas sua implementação depende de recursos do governo federal.

O Centro tem capacidade para processar até três mil peles por dia, porém não deve atingir esse volume de imediato, já que o objetivo é estudar minuciosamente as alterações que sofrem o produto em cada etapa e buscar a melhoria constante da qualidade. Na primeira etapa o couro chega fresco (verde) do frigorífico, passa por uma máquina chamada descarnadeira em que são retirados os resíduos de sebo, sangue e carne. Em seguida passa para os fulões de curtimento, que são grandes compartimentos giratórios. No primeiro o couro é revolvido em produtos químicos entre seis e oito horas para a extração dos pelos. No segundo é curtido em tanino vegetal ou cromo, que lhe confere a cor azulada.

Uma vez curtida a pele passa por outra máquina que a divide ao meio na espessura. A parte exterior (epiderme) é a mais nobre e se destina à confecção de calçados, bolsas, roupas. A parte interior (raspa), mais rústica, se transforma em sola de sapatos ou produtos dessa linha. Nas etapas seguintes a pele já dividida será tingida pela recurtidora, nivelada pela rebaixadeira, deixando-a com espessura igual em toda a extensão, e por fim cortada. O couro foi transformado, assim, em wet blue, denominação que recebe por estar úmido e pela cor azulada.

A inauguração do Centro Tecnológico do Couro está marcada para as 9 horas do dia 14, como parte das comemorações pelo 27º aniversário de Mato Grosso do Sul. Estarão presentes os diversos parceiros envolvidos no projeto, autoridades, produtores e lideranças do meio rural, da indústria calçadista, técnicos e membros da comunidade científica estadual.
 
 
APn

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