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27 de Setembro de 2004 07h32

MS tem o 4º maior índice de crescimento de emprego no país

De janeiro a agosto deste ano foram gerados 24.313 novos empregos com registro na Carteira de Trabalho em Mato Grosso do Sul, representando uma evolução de 9,2% no mercado formal de trabalho, que agora ultrapassa 288,5 mil empregados. Este índice coloca o Estado na quarta posição do ranking nacional de geração de empregos, atrás apenas do Mato Grosso (13,86%), Tocantins (11,91%) e Amazonas (9,44%). As informações estão nos relatórios mensais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho.

No mês de março foi registrado o melhor desempenho do Estado: 3.867 novas vagas, impulsionado pelo setor agropecuário que respondeu por 41% do total (1.597 empregos). De janeiro a junho a média mensal foi de 3.320 novos postos de trabalho, mas em julho houve uma desaceleração, com a construção civil apresentando retração (-84) e crescimento menor nos demais setores, fechando o mês com saldo positivo de 1.394 empregos gerados.

Em agosto, apesar da entressafra, a economia sul-mato-grossense voltou a demonstrar vigor e a diferença entre as demissões e contratações foi de 2.975 novos postos de trabalho. O setor de serviços puxou a alta, com 888 vagas, seguido do comércio (656), indústria (616) e construção civil (568). No mês passado o índice de variação do emprego no Estado foi de 1.03%, acima da média nacional (0,93%) e maior que os percentuais de todos os Estados da região Sudeste, onde se concentra a maioria das indústrias do país.

Diversificação – Na avaliação do economista e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Jaime Verruk, os números do Caged demonstram claramente que o Estado caminha para o processo de diversificação de sua economia, embora ainda não seja possível afirmar que ocorreu mudança no perfil econômico. O agronegócio continua sendo a atividade mais forte, porém a indústria reage e reflete de imediato no comércio e nos serviços.

Segundo Verruk, o desafio é conseguir o equilíbrio das atividades econômicas de forma que quando a agropecuária apresente retração – o que ocorre todos os anos no período da entressafra – os demais setores respondam mantendo o nível de emprego. O bom desempenho do comércio e dos serviços em agosto tem relação direta com a safra agrícola passada e é um indicador de manutenção do crescimento nessa atividade. “Agora os produtores estão comprando insumos para a próxima safra”, observou.

É também uma garantia de que 2004 vai terminar bem. “Acredito plenamente que o Estado vai manter esse índice de geração de empregos.” O economista enfatiza que as contratações registradas em agosto mostram que a indústria está se preparando para o fim do ano, planejando aumento na produção. Da mesma forma comércio e serviços vão intensificar as contratações de mão-de-obra para fazer frente ao aumento das vendas de fim de ano.

Em todos os Estados o ano está sendo bom para quem procura emprego. De janeiro a agosto a variação positiva do mercado nacional de trabalho foi de 6,3%, com a geração de 1.466.446 novas vagas, conforme o relatório do Caged. A região Centro-Oeste lidera em percentuais o ranking, com índice de 8,59%. Das quatro unidades federativas da região, apenas o Distrito Federal não ultrapassou a média nacional de geração de empregos, com índice de 4,72%.
 
 
APn
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