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MS tem mais de 526 km de rodovias federais precárias

18 Ago 2004 - 10h21
 

O Mato Grosso do Sul soma 526,2 quilômetros de rodovias federais em situação precária, em sete trechos diferentes nas BRs 262, 163, 267 e 158. A extensão, onde o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte) recomenda cuidado, possibilitaria trafegar entre buracos, desníveis de pista, trilhas de rodas, sinalização vertical e horizontal precária, sem acostamento ou com acostamento defeituoso, saindo da Capital e atravessando o Estado em qualquer sentido.

A quilometragem com problemas representa quase 15% do total de 3.576 quilômetros de rodovias federais existentes em Mato Grosso do Sul. A que exige maior atenção é a BR-262, onde 226,5 quilômetros contínuos são divididos em dois trechos de nível de dificuldade no levantamento divulgado pelo DNIT este mês. O primeiro, do KM-556,5 ao 704,5, na região de Miranda e início da travessia do Rio Paraguai, é marcado pelo alto índice de buracos, especialmente a partir do KM-608, sendo que ainda não tem acostamento até o KM-712. Além do que, há desnível na pista, do KM-640 até o KM-665 e do KM-702 até o KM-710.

O segundo trecho dá seqüência do KM-704,5 e vai até o KM-783, até a fronteira Brasil/Bolívia. Ao se dirigir por ali é requerida atenção redobrada, porque ainda há o trânsito de animais na pista, visto que já está dentro do Pantanal sul-mato-grossense. Como se não bastasse, não há acostamento, a sinalização vertical e horizontal está precária, pista com defeitos e grande incidência de buracos do KM-714 ao KM-722, passando por “quantidades moderadas” de buracos, conforme o DNIT, seguindo do KM-722 até o KM-780.

A BR-267 é a segunda no ranking das piores BRs no Estado, tem 226 quilômetros de trechos precários, apenas 0,5 quilômetro a menos que a 262. São três trechos, o primeiro já vai do início, na divisa com São Paulo, até o KM-30,2, na região de Bataguassu. Nos primeiros 2,55 quilômetros, o motorista já enfrenta pavimento trincado nas juntas de dilatação, com segmento em estado precário e buracos localizados por quase mais outros 30 quilômetros.

O segundo trecho tem mais quase 95 quilômetros de dificuldades, até o KM-60, com reparos localizados e buracos; e a partir daí até o KM-125 em estado precário, com remendos, buracos, trilhas de rodas, pista irregular e acostamento com defeitos, além de placas de sinalização encoberta pela vegetação. O terceiro tem mais de 100 quilômetros, continuando do 125 até o 226.

Na BR-267, do KM-125 ao 145, repetem-se os reparos localizados e buracos. Prosseguindo depois até o KM-210 em estado precário, com remendos, buracos, trilhas de rodas, pista irregular e acostamento com defeitos. E seguindo até o KM-226, remendos e buracos, mas ainda assim considerado em estado regular pelo DNIT. Depois vem a BR-157, com 57,5 quilômetros para tráfego em condições de cuidado, conforme recomenda o departamento, mas neste ponto por um motivo livre de lamentos pelos motoristas, pois ali foram reinicias as obras de pavimentação do KM-193,7 ao KM-216,19.

Motivo para preocupação não falta também na área urbana, porque o Anel Viário da Capital tem pelo menos 16,2 quilômetros da BR-163 por onde qualquer motorista preferiria não precisar trafegar. Este trecho da BR-163 está compreendido entre o entroncamento com a BR-060, saída para São Paulo; até o entroncamento com a BR-262, saída para Três Lagoas. O Anel Viário de Campo Grande possui aí pista irregular, com muitos defeitos, inclusive sinalização vertical e horizontal deficientes. E o DNIT recomenda aos condutores atenção e não abusar da velocidade.

 

 

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