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Brasil

MS atrai novos interesses no setor sucroenergético

19 Ago 2010 - 18h12Por

Uma das apostas da administração pública estadual para diversificação da matriz econômica, o setor de agroenergia conta com o mesmo otimismo por parte da classe produtora.

A Feicana – Feira de Negócios do Setor de Energia – que já e tradição há oito anos na cidade paulista de Araçatuba, está acontecendo pela primeira vez em Campo Grande, vinda na esteira do crescimento do cultivo da cana-de-açúcar e da expansão das usinas sucroalcooleiras.

No Centro de Exposições e Eventos Albano Franco, mais de 90 expositores vindos de diversas regiões do Brasil apresentam as últimas tecnologias da agroindústria canavieira, e representantes de entidades ligadas ao setor participam de palestras e debates.

Para o presidente executivo da Udop (União dos Produtores de Bioenergia) e diretor da empresa Safra, promotora da feira, Antonio Cesar Salibe, não há dúvidas que Mato Grosso do Sul vai alcançar a meta de ser o segundo produtor nacional.

“Nós enxergamos essa região como a Araçatuba de oito anos atrás, como a última fronteira agrícola para esse setor”, afirma, destacando que a cidade paulista duplicou a produção nesse período de menos de uma década.

Ele explica que, de modo geral, projetos do setor tiveram um freio por conta da crise econômica, mas que o cenário já está sendo retomado e que 2011 vai ser um ano de bons preços para os produtos da industria sucroalcooleira.



Vantagens geográficas e de clima colocam Mato Grosso do Sul na frente na corrida pela expansão, ao lado do Goiás, mas ainda mais competitivo que esse Estado, na avaliação de Salibe. “E aqui nós sabemos que o governo do Estado tem um carinho especial por esse setor. Essa vontade política é muito importante para trazer novos projetos”.

Mais um aspecto positivo é a presença de grandes negócios já instalados. O presidente executivo da Udop aponta que a tendência é o crescimento dessa cadeia, com investidores consolidados atraindo recursos externos. “Aqui já temos os grandes grupos, como ETH, Bertin, Louis Dreyfus, e os recursos internacionais vêm com os grandes grupos”.

Para dar vazão a todo o potencial sul-mato-grossense, no entanto, ainda é preciso fortalecer a logística. “Devido à distância, o Estado tem um custo maior, por isso é preciso, por exemplo, concretizar ao menos um dos projetos de alcoolduto”, exemplifica Salibe, que é otimista quanto à capacidade de um montante de produção que viabilize o duto de transporte. Associado a esse empreendimento, é necessário fortalecer as redes rodoviárias e ferroviárias e consolidar a saída para o Pacífico.

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