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Brasil

MPE denuncia à Justiça 35 pessoas acusadas de crime de aborto

10 Jul 2007 - 13h00

O MPE (Ministério Público Estadual) apresentou à Justiça 26 denuncias contra 35 pessoas acusados de praticar ou auxiliar nos crimes de aborto praticados na Clínica Planejamento Familiar, localizada na Rua Dom Aquino, em Campo Grande. A médica Neide Mota Machado, dona da clínica, é apontada como líder da quadrilha para a prática de abortos, denunciada juntamente com outros oito funcionários.

Os promotores Paulo Cezar dos Passos e Luciana Amaral Rabelo Nagib realizaram nesta manhã coletiva à imprensa e relataram sobre as investigações. Eles informaram que o MPE apura a informação de que algumas mulheres possam ter morrido na clínica em decorrência de um aborto mal sucedido, mas a informação ainda está sendo apurada. O MPE comprovou que muitas adolescentes fizeram abortos na clínica, muitas vezes, com o consentimento e apoio dos pais.

Além da médica, foram denunciadas: a psicóloga Simone Aparecida Cantaguessi, as enfermeiras Maria Nelma de Souza, Rosangela de Almeida e Libertina de Jesus Centurion, além dos outros funcionários identificados como Daniela Martins Athia, Lucas da Mota Morenz, Maria Lúcia Cornellas França e Elaine Maria de Souza.

Também foi apresentada à Justiça denuncia contra outras 26 pessoas acusadas de praticar ou auxiliar nos crimes de abortos. Entre essas pessoas estão mulheres que fizeram abortos, além de mães e namorados que ajudaram a pagar pelo procedimento.

Foram denunciadas: Aline Rodrigues da Silva, Ana Cléia Batista Ferreira Unaki, Anne Carolinne Barbosa, Clenir Loureiro da Silva, Cleonice Tontermaier, Daniele Silva de Freitas, Danielle Augusto Miranda, Débora Cristina Poletto, Denis Martins de Souza, Douralina Soares de Freitas, Elisa Ferreira de Almeida Melo, Gleicemara Lynch de Miranda, Jucilene Ramos de Souza, Jaqueline de Almeida Coelho, Joise Rodrigues da Cruz, Karina de Moraes Ocampos, Carla Cânepa Couto de Amorin, Kerly Patrícia Nunes Pedrosa, Lorena Larissa Peixoto, Lucilei Aparecida Faria, Marlene Maria da Silva, Maria de Lourdes de Nóbrega Albino, Marly Teodoro Vieira, Paula Virginia de Oliveira Severino, Raquel Cristina de Mello e Tatiane Vieira da Silva Mello.

Crimes

O MPE deve analisar cinco mil das 9.896 fichas apreendidas na clínica com o cadastro das mulheres e indiciar mais pessoas que praticaram abortos nos últimos oito anos. Segundo os promotores Paulo Cezar dos Passos e Luciana Amaral Rabelo Nagib as 26 pessoas indiciadas por prática ao auxílio ao aborto terão crime afiançável.

O promotor Paulo Cezar dos Passos informou que uma das adolescentes que praticou aborto na clínica chegou a passar mal após ingerir o medicamento Vetagran, aplicado em vacas. Ela pagou R$ 500 pela injeção que auxilia a realizar o aborto, mas acabou tendo uma hemorragia e teve de ser internada na Maternidade Cândido Mariano na Capital. Essa jovem, segundo o MPE, era estudante de veterinária, o que comprovava que ela sabia para que servia o medicamento que estava ingerindo.

Em outro caso, o MPE apurou que a mãe obrigou a filha de apenas 14 anos a praticar o aborto. Neste caso, ela será indiciada e a jovem não. Segundo os promotores, a maioria das clientes da clínica é jovens e muitas menores de idade. A Polícia Civil já tinha encontrado pelo menos 10 fichas de meninas com 13 anos de idade.

Reginaldo Coelho

Os promotores informaram que 25 pessoas denunciadas pelos crimes de aborto, que não fazem parte da denuncia principal que envolve apenas funcionários da clínica, poderão obter por penas alternativas, com a prestação de serviços à comunidade. Apenas uma das mulheres deve ser indiciada pelo crime porque praticou abortos duas vezes na clínica. O crime de aborto prevê pena de 1 a 6 anos de reclusão.

 

 

Mídia Max

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